Daniela Albuquerque revelou que a família de seu pai ficou sabendo de sua existência no velório dele. Em entrevista ao podcast “NaTelinha Talk”, nesta terça-feira (9), a apresentadora da RedeTV! falou que a cerimônia fúnebre ocorreu quando ela tinha apenas cinco anos, e explicou como o momento delicado reflete em sua vida até os dias de hoje.
A revelação veio à tona enquanto a jornalista explicava o motivo de usar um vestido amarelo no Festival de Cannes, em maio deste ano, para a exibição de “Deixe-me Viver”, filme dirigido por Walther Neto e no qual ela integra o elenco. Embora tenha feito outros trabalhos como atriz, Daniela explicou que se viu em uma tela de cinema pela primeira vez no evento internacional.
A apresentadora disse que decidiu usar a mesma cor da roupa que ela usou para se despedir do pai. “No enterro do meu pai, eu estava toda de amarelo. É uma coisa muito particular porque meu pai tinha outra família e, no momento em que meu pai estava sendo velado, essa família não sabia da minha existência. Quando eu estava no velório do meu pai, minha mãe estava em uma pilastra chorando, ninguém sabia da existência da minha mãe“, declarou.

Segundo a apresentadora, ela foi levada por uma tia para a sala onde acontecia o velório. “Quando eu vi, foi muito impactante. Eu me lembro como se fosse hoje. Meu pai estava sendo velado na sala, quando entrei, eu gritei muito alto e o velório parou. Todo mundo ficou impactado com aquela cena. Depois do velório, estendeu para o enterro“, relembrou.
Daniela contou que sua mãe falou pela primeira vez sobre a existência de dois filhos para a família do pai deles quando o padre fez um discurso no velório. “O padre estava fazendo uma oração e falou ‘o seu Raimundo deixou três filhos’ e minha mãe, no último suspiro dela, falou ‘e deixou mais dois filhos, inclusive, essa que está toda de amarelo e outro, que ficou em casa’. Era o meu irmão, menor que eu. E isso ficou muito registrado em mim, isso do amarelo“, argumentou.
A jornalista, por sua vez, explicou que, ao longo dos anos, conseguiu ressignificar a cor em sua vida. “Conforme eu fui crescendo e entendendo o que foi acontecendo, Deus foi me mostrando muito a cor amarela como algo muito bom, muito positivo. Então, em várias vitórias da minha vida, a cor amarela estava presente. Como era um momento muito especial em Cannes, eu falei: ‘quero usar amarelo’“, completou.
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