A 3ª temporada de “A Casa do Dragão” estreia no próximo dia 21 e promete finalmente dar início à aguardada Dança dos Dragões, a guerra civil que divide a Casa Targaryen e colocará frente a frente os Pretos e os Verdes na disputa pelo Trono de Ferro. Em abril, durante a CCXP México, os protagonistas Matt Smith, Olivia Cooke e Fabien Frankel conversaram com a equipe do hugogloss.com sobre os bastidores dos novos episódios.
Em entrevista à repórter Izabella Arouca, o trio adiantou o que o público pode esperar do grande conflito que está por vir, comentou os rumos da relação entre Daemon e Rhaenyra, e ainda entrou no clima de Copa do Mundo ao escolher times brasileiros para representar cada lado dessa intensa batalha pelo poder.
No novo ano, os fãs acompanharão a ascensão de Rhaenyra (Emma D’Arcy) em sua jornada rumo ao Trono de Ferro. Apesar dos esforços para manter a compaixão e evitar mais derramamento de sangue, a rainha é inevitavelmente arrastada para uma guerra sem volta.
Determinada a reivindicar seu lugar como legítima herdeira, ela passa a recorrer à maior arma dos Targaryen: os dragões. Ao mesmo tempo em que conquista vitórias importantes e consolida sua força, Rhaenyra também enfrenta perdas devastadoras e a crescente rejeição de parte do povo de Westeros. Assista ao trailer abaixo:
Daemon Targaryen, interpretado por Matt Smith, continuará sendo um dos pilares da causa dos Pretos. Além de marido e tio de Rhaenyra, ele é um dos guerreiros mais temidos dos Sete Reinos. Na segunda temporada, porém, o personagem atravessou uma profunda crise de identidade em Harrenhal, afastado da corte, da esposa e dos filhos, enquanto era assombrado por visões e confrontado pelos fantasmas do próprio passado.
Esse arco deixou uma das maiores dúvidas entre os fãs para os novos episódios: depois de tantos conflitos e da distância que marcou a temporada anterior, Daemon e Rhaenyra finalmente terão a chance de se reencontrar? E, em meio ao caos da guerra, ainda haverá espaço para momentos que não sejam definidos pela batalha?
Smith preferiu manter o mistério sobre possíveis cenas românticas, mas garantiu que o vínculo entre os dois permanece mais forte do que nunca: “Bom, isso seria contar demais, não seria? Mas o romance nunca foi embora, sabe? Quero dizer, sinceramente, eu acho que existe uma espécie de conexão umbilical entre eles. Óbvio, porque eles são família, o que é meio estranho, não é? Mas existe uma profundidade muito grande na relação deles, e também na minha com Emma. Mas eu diria que provavelmente haverá mais Matt e Emma juntos este ano”.

Assim como Daemon, Alicent (Cooke) também inicia uma nova fase após o processo de autodescoberta. Ao perceber que interpretou de forma equivocada as últimas palavras de Viserys (Paddy Considine) — erro que ajudou a desencadear a guerra —, a personagem termina a segunda temporada em uma posição delicada, dividida entre o dever, a culpa e os laços afetivos que ainda a conectam a Rhaenyra.
Para Cooke, o encontro entre as duas no final da temporada passada representa um ponto de virada decisivo para a personagem. “No início da terceira temporada, ela precisa estar muito focada e precisa cauterizar seu coração e suas emoções. E seu amor por alguns de seus filhos. Ela realmente precisa se concentrar na tarefa à sua frente, engolir tudo e depois, sabe… ter um colapso em algum momento”, disse Olivia.

A relação entre Alicent e Rhaenyra também continua sendo influenciada pela maneira como ambas são vistas dentro de seus próprios círculos políticos. Ao longo das temporadas, as duas precisaram lutar constantemente para provar que eram líderes capazes em um ambiente dominado por homens.
Ainda assim, seguem enfrentando resistência de aliados e conselheiros, algo que impacta diretamente não apenas suas decisões, mas também a dinâmica complexa que compartilham desde a juventude. “Elas estão sempre em lados opostos do espectro. É como se estivessem numa gangorra. Para uma estar em cima, a outra precisa estar embaixo. E depois tudo muda de novo. E agora Rhaenyra detém todo o poder. Mas isso meio que é algo libertador para Alicent, de certa forma. Permite que ela tome algumas decisões insanas. E também, de certa forma, viver de um jeito comum, sem nada especial. E acho que isso é o paraíso para ela. Essa é a definição de felicidade: seguir em frente sem ser notada, explicou.

Enquanto as mulheres de “A Casa do Dragão” enfrentam dilemas ligados ao poder, Criston Cole (Fabien Frankel) segue travando suas próprias batalhas internas. Desde a primeira temporada, o personagem construiu sua identidade em torno da honra e dos juramentos da Guarda Real.
Entretanto, seu envolvimento com Rhaenyra e Alicent colocaram esse código moral à prova de maneiras muito diferentes, levantando uma questão que intriga os fãs há anos: afinal, por que Criston encara seu envolvimento com Rhaenyra como uma violação imperdoável de seus princípios, enquanto parece lidar de forma muito mais tranquila com seu relacionamento com Alicent?
Para Frankel, a resposta está tanto na maturidade do personagem quanto na influência que a própria Alicent exerce sobre o cavaleiro. “Acho que é uma questão de tempo. Sabe, naquele relacionamento com Rhaenyra, eles eram tão jovens naquela história e tudo era tão novo, e ele tinha acabado de ser nomeado para a Guarda Real… Então, tudo na vida dele naquele momento era completamente novo. Mas o processo de passar tanto tempo em Porto Real, com pessoas que passam a vida inteira tentando descobrir como passar a perna umas nas outras, ou trair umas às outras, ou obter mais poder… Acho que, com o tempo, esse véu de honra vai se desgastando”, explicou Frankel.
E continuou: “E acho que, certamente, a última cena do Criston na primeira temporada é a Alicent salvando-o de si mesmo, até certo ponto. Então, é diferente. Não acho que Rhaenyra tenha salvado Criston da forma como Alicent o salvou. E imagino que isso carregue um peso enorme pelo restante da trajetória dele na série”.

Tagaryens vs Copa do Mundo
A disputa pelo Trono de Ferro, no entanto, não foi a única competição que entrou em pauta durante a conversa. Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o futebol também ganhou espaço na entrevista — especialmente quando o assunto envolveu o Brasil.
Matt Smith, que cultiva uma relação antiga com o país e costuma visitá-lo com frequência, não escondeu o entusiasmo ao falar sobre o tema. O ator passou uma temporada por aqui no início do ano e chegou até mesmo a aproveitar o Carnaval brasileiro, reforçando sua conhecida admiração pela cultura local.
Entrando na brincadeira, perguntamos qual time ou seleção representaria melhor a força dos Pretos na guerra entre os Targaryen. Smith não demorou para responder e escolheu uma das equipes mais icônicas da história do futebol. “Nossa, essa é uma ótima pergunta, não é? Você quer dizer um clube, tipo Flamengo ou São Paulo? Ou uma Seleção Brasileira? [Eu escolheria] a seleção de 2002. Ronaldo, Ronaldinho… Grande time, grande time. Talvez o maior de todos. Aquele time foi incrível”, declarou o ator.
A resposta arrancou a aprovação imediata de Fabien Frankel, que fez questão de exaltar a geração pentacampeã. “Eu escolheria o mesmo que o Matt: a Seleção Brasileira de 2002. Aquele time campeão da Copa é o maior de todos. É, possivelmente, a maior seleção nacional de futebol de todos os tempos, eu diria. E sou suspeito para falar, mas a seleção da França de 98 acho que chega perto como equipe. Mas olhando jogador por jogador, eu diria que aquela Seleção Brasileira é o maior time de futebol, talvez de todos os tempos”, declarou.
Com Emma D’Arcy, Matt Smith, Olivia Cooke, Fabien Frankel, Tom Glynn-Carney, Ewan Mitchell e Harry Collett, a 3ª temporada estreia em 21 de junho, na HBO e na HBO Max. O papo completo com o elenco você confere abaixo:
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