Vídeo mostra depoimento de mulher que fingiu ter 12 anos e cita “acompanhamento psiquiátrico”; assista

Investigada por falsa identidade e estelionato em Santa Catarina, Amanda Maria voltou a alegar problemas psiquiátricos durante interrogatório

Amanda Maria Souza de Oliveira, investigada por se passar por criança e enganar famílias em diferentes estados, voltou ao centro das atenções após a divulgação de trechos de seu depoimento à polícia. Presa em Santa Catarina, ela falou sobre internações psiquiátricas e tratamentos de saúde mental, enquanto a defesa busca uma avaliação de sanidade no curso das investigações.

Novos detalhes sobre o caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher investigada por se passar por uma criança e enganar famílias em diferentes estados do país, vieram à tona nesta quarta-feira (10). O programa Balanço Geral divulgou trechos do depoimento prestado por ela à polícia, no qual a suspeita fala sobre internações psiquiátricas e tratamentos realizados ao longo da vida.

Presa em Santa Catarina, Amanda é suspeita de falsa identidade e estelionato após convencer uma família a acolhê-la por mais de um ano sob a alegação de que seria uma adolescente. Segundo as investigações, ela chegou a afirmar ter 11 ou 12 anos em diferentes ocasiões, apesar de documentos apontarem que tem 37 anos.

Nas imagens exibidas pela Record TV, Amanda afirma ter passado por acompanhamento psiquiátrico desde a adolescência e cita atendimentos realizados no Ceará. “Eu comecei a fazer um tratamento lá na adolescência. Já fui internada. Fiz acompanhamento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da cidade de Horizonte e também no Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza”, declarou durante o interrogatório.

O depoimento reforça a linha adotada pela defesa da investigada. Os advogados solicitaram a instauração de um incidente de sanidade mental para avaliar se Amanda possui capacidade de responder pelos próprios atos. “Entende esta defesa ser necessária a abertura de incidente de sanidade”, afirmou o defensor durante a audiência, acrescentando que a medida serviria para analisar tanto a responsabilidade penal quanto a própria segurança da investigada.

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O pedido acontece após a repercussão de informações já divulgadas anteriormente sobre internações psiquiátricas e tratamentos realizados por Amanda em unidades de saúde mental no Ceará.

Amanda fingiu ser uma adolescente de 12 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

De acordo com a reportagem do Balanço Geral, Amanda utilizou diferentes nomes e versões sobre sua própria história ao longo dos anos. Em um dos casos apresentados pela atração, ela teria se identificado como “Caroline” para registrar boletim de ocorrência e conseguir acolhimento institucional.

Segundo profissionais ouvidos pela emissora, a mulher relatava histórias de abusos, doenças graves e situações de vulnerabilidade para conquistar a confiança de pessoas e instituições.

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Em Santa Catarina, ela teria sido acolhida inicialmente por intermédio de uma igreja e, posteriormente, passou a morar com uma família que acreditava estar ajudando uma adolescente em situação de risco. A convivência durou cerca de 14 meses até que a verdadeira identidade da suspeita fosse descoberta.

Amanda é investigada por ocorrências semelhantes em ao menos seis estados brasileiros. A Polícia Civil apura possíveis crimes de falsa identidade, estelionato e fraude documental. A prisão preventiva da suspeita foi mantida pela Justiça catarinense. Enquanto isso, a defesa aguarda a realização dos exames psiquiátricos solicitados para embasar a estratégia jurídica adotada no caso.

Assista à reportagem completa:

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