O jogador Endrick, de 19 anos, falou sobre o apoio da esposa, Gabriely Miranda, em sua vida profissional. Em entrevista à revista GQ, publicada nesta sexta-feira (12), o centroavante do Real Madrid disse que mudou o rumo de sua carreira após uma pergunta certeira da atual companheira.
Fenômeno na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022, o atleta veio da base do Palmeiras e foi negociado com o clube espanhol por mais de R$ 400 milhões. Em 2023, antes mesmo de atingir a maioridade, Endrick tornou-se o quarto mais jovem jogador a estrear na Seleção Brasileira. Ele também foi convocado para a Copa do Mundo 2026.
O atleta, porém, passou 173 dias consecutivos sem jogar no ano passado, devido a uma lesão na perna direita. Em seu retorno, ele se viu em diversas partidas no banco de reservas. Mas tudo mudou quando aceitou atuar emprestado no Lyon.
A decisão só foi tomada após uma conversa com Gabriely, que o questionou sobre qual postura gostaria de adotar na carreira: a de um atleta que se conforma com altos salários, mesmo sem jogar, ou daquele que sempre almeja mais. “Ela me perguntou o que eu queria. E foi colocando isso na minha cabeça, e eu comecei a pensar sobre a importância de andar com minhas próprias pernas e fazer acontecer“, declarou.

A chegada de Endrick ao clube francês foi importante. O Lyon terminou a Ligue 1 na quarta colocação, garantindo a classificação para a Champions League, e conquistou visibilidade com a atuação do brasileiro, que marcou oito gols e realizou sete assistências em 21 partidas disputadas pelo time.
Para tentar voltar à melhor forma, o centroavante – que espera o primeiro filho com Gabriely – levou para o Lyon, o preparador físico argentino Guido Spirandelli, que trabalhava no Real Madrid e passou a atendê-lo em particular.
Copa do Mundo 2026
Destaque nos jogos da Seleção, Endrick agora foca em dar o seu melhor no mundial. “Espero que possa tirar alguma vantagem desse tempo parado. Eu queria ter jogado todas as partidas desde o início da temporada, mas, se jogar menos que os outros me der alguma vantagem, vou usar a favor do Brasil“, afirmou.
Segundo jogador mais jovem do grupo, separado por apenas treze dias de diferença de Rayan, o craque disse não acreditar em nenhum nome como o “cara do hexa”. Para ele, o esforço coletivo poderá levar o Brasil ao título. “Vou voltar como lateral, desarmar como volante, e ir para disputas de bola como se fosse um zagueiro lá na frente“, completou.
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