Oliver Tree revelou testamento para fortuna milionária semanas antes de morrer em acidente no Rio

Cantor explicou como pretendia distribuir os recursos gerados por sua carreira

Semanas antes de morrer em um acidente de helicóptero no Rio de Janeiro, Oliver Tree falou sobre o destino de sua fortuna e revelou planos para o patrimônio acumulado ao longo da carreira. O cantor também compartilhou reflexões sobre legado e a participação dos fãs no processo.

Oliver Tree, que faleceu neste domingo (14) em um acidente de helicóptero, aos 32 anos, já havia falado sobre seus planos financeiros poucas semanas antes da tragédia. Segundo o site Celebrity Net Worth, o patrimônio do artista é estimado em cerca de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 22 milhões).

Em entrevista recente ao programa “The Zach Sang Show”, Tree refletiu sobre sua relação com o dinheiro e revelou como pretendia destinar a fortuna acumulada ao longo da carreira. “Eu não acredito que a riqueza ou as coisas que são criadas a partir disso (da carreira) sejam minhas”, afirmou. “Então, quando eu morrer — eu já organizei isso — meu testamento está estruturado para que, quando eu partir, minha família não receba um centavo”, reiterou.

O cantor explicou que, mesmo se tivesse uma parceira e filhos antes de morrer, eles não herdariam sua fortuna diretamente. Segundo Tree, os filhos teriam os estudos garantidos, mas não receberiam uma herança milionária. “Esse é o acordo. Mas não vai existir colher de prata. Eles estarão amparados, porque meu pai trabalhou em algumas coisas nos anos 2000”, afirmou.

Oliver Tree conquistou uma legião de fãs com vídeos publicados no extinto Vine. Ao longo da carreira, lançou quatro álbuns de estúdio, sendo o mais recente “Love You Madly Hate You Badly”. (Foto: Reprodução/ Instagram)

A intenção do artista era que todo o dinheiro acumulado ao longo da carreira fosse destinado a outros criadores. “A ideia é que, quando eu morrer, todo o dinheiro volte para os artistas”, declarou.

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Tree, que completaria 33 anos em 29 de junho, acreditava que sua obra continuaria gerando lucro após sua morte e revelou ter criado um sistema para decidir quem receberia esses recursos no futuro. “Quando eu morrer, minha arte continuará gerando receitas e provavelmente valerá mais do que vale agora. As pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos idiotas ou minhas músicas idiotas. É quando as pessoas passam a te valorizar, quando você não está mais aqui”, disse.

O cantor acrescentou que os fãs participariam da escolha dos beneficiados. “Eu basicamente criei um comitê para quando eu morrer — e pretendo fazer isso ainda em vida — em que todos votarão para decidir para quem o dinheiro será destinado a cada ano”, mencionou.

Assista:

O artista foi uma das seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida na manhã de domingo, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Também morreram no acidente o influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, o produtor musical brasileiro Lucas Frota, além de Lucas Vignale, Alexandre Souza e Charles Marsillac.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as aeronaves colidiram no ar antes da queda. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, provocando um incêndio que destruiu dezenas de carros. O acidente segue sob investigação das autoridades.

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