Silmara Aparecida dos Santos foi pega de surpresa após buscar atendimento médico por causa de fortes dores e descobrir que, na verdade, estava em trabalho de parto. Em entrevista ao portal g1, a mulher disse que acreditava ter pedras nos rins, porém, deu à luz um menino, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
O nascimento do bebê aconteceu na última quinta-feira (11), quando Silmara foi a uma unidade de saúde com cólicas intensas e dores nas costas. Ela não tinha barriga aparente e fazia uso contínuo de anticoncepcional. Ao chegar no local, ela foi transferida para o Hospital Regional Ruth Cardoso, para realizar uma tomografia.
Durante o exame, a equipe médica identificou que ela estava grávida, e em trabalho de parto avançado. Silmara, então, foi levada às pressas para o centro obstétrico, onde deu à luz Gabriel, seu segundo filho.
“Assim que soube da notícia, fiquei em choque. Como assim? Ele não tinha nem uma meia, não fiz enxoval nem pré-natal. Simplesmente veio de surpresa“, declarou.

O bebê nasceu de parto normal e saudável. A chegada surpresa dele também mobilizou os amigos de Silmara, que arrecadaram roupas e itens essenciais de recém-nascido.
“Não deu para curtir a gravidez, mas agora dá para aproveitar a fase boa. O susto está passando e dá para curtir bastante. Graças a Deus, ele veio com muita saúde“, afirmou.
Assista:
Mãe confunde gestação com pedra nos rins e descobre gravidez na hora do parto em SC pic.twitter.com/zyYaAvrOvk
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) June 16, 2026
Descoberta de gravidez
Em entrevista ao portal, a obstetra e ginecologista Mariane Marinho explicou que o caso de Silmara não é isolado. Segundo ela, a frequência de mulheres que descobrem a gravidez tardia é cerca de uma a cada 2.500 gestações. Já aquelas que descobrem uma gestação por volta da da 20ª semana (metade da gestação), a estatística passa de uma a cada 475 grávidas.
“Em 10 anos de atuação como obstetra, já presenciei essa situação pelo menos três vezes em meus plantões. Não é algo tão incomum“, contou Marinho, salientando que a maioria das mulheres chega ao hospital relatando dores abdominais. “Muitas vezes chega-se a suspeitar de apendicite ou crise renal. O diagnóstico só vem quando a equipe realiza um ultrassom de abdômen ou quando o bebê já está literalmente nascendo. Pode ser um momento muito traumático para a mulher“, relatou.
Para a obstetra, as principais causas dessa situação são o uso de contraceptivos contínuo, que interrompe a menstruação por completo ou faz com que a mulher confunda sangramentos intermitentes com a menstruação regular; a ausência de sintomas clássicos, como enjoos e náuseas; os fatores físicos, que incluem sobrepeso ou obesidade; e os fatores sociais, como mulheres jovens em situação de vulnerabilidade.
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