O cantor Oliver Tree, que morreu aos 32 anos em um acidente de helicóptero neste domingo (14), ainda não teve o corpo liberado pelo Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), no Rio de Janeiro. Segundo o jornal O Globo, a identificação do artista ainda depende da conclusão de exames complementares, já que o corpo foi carbonizado após a queda das aeronaves.
Para confirmar oficialmente a identidade, a Polícia Civil recolheu materiais que serão analisados por peritos. Entre os procedimentos adotados está o exame da arcada dentária, técnica frequentemente utilizada em casos semelhantes devido à resistência dos dentes a altas temperaturas e às características únicas de cada indivíduo. A possibilidade de um teste de DNA também não foi descartada.
O artista estava entre as seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida na manhã de domingo, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o choque, as aeronaves despencaram sobre um pátio de veículos e foram consumidas pelas chamas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 20 carros estacionados no local também ficaram destruídos pelo incêndio.

Enquanto os procedimentos de identificação seguem em andamento, a embaixada dos Estados Unidos informou que não divulgará detalhes sobre o eventual traslado do corpo, em respeito à privacidade dos familiares. O órgão também manifestou condolências pela morte do cantor.
Antes desse posicionamento, o produtor musical Victor WAO havia recorrido às redes sociais em busca de contato com parentes e representantes do artista para comunicar a morte e auxiliar nos trâmites necessários. “Quem tiver contato dos managers ou da família, por favor, me mande. Não achamos ninguém para informar do falecimento dele”, escreveu.
Além de Oliver, perderam a vida os brasileiros Lucas Frota, Charles Marsillac e Alexandre Souza, e os argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale. Os cinco já tiveram as identidades confirmadas pelas autoridades. Frota, produtor musical, foi o primeiro entre as vítimas a ser velado. A cerimônia de despedida ocorreu na manhã desta segunda-feira (15), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju.

As circunstâncias da tragédia agora são analisadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), o órgão deverá reconstituir a sequência dos acontecimentos para esclarecer como ocorreu a colisão e quais fatores podem ter contribuído para o acidente.
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