Anya Taylor-Joy fez um forte desabafo sobre sua experiência no set de “Furiosa: Uma Saga Mad Max“. Nesta quarta-feira (17), a atriz conversou com o The Hollywood Reporter e relembrou as brigas que teve com o diretor George Miller. Apesar de não ter feito críticas diretamente ao cineasta, ela classificou todo o momento como “uma luta árdua”.
A atriz, que interpretou uma versão mais jovem de Furiosa, personagem eternizada por Charlize Theron em “Mad Max: Estrada da Fúria“, contou que teve divergências criativas durante os seis meses de gravações, principalmente em relação ao desfecho envolvendo o vilão Dementus, vivido por Chris Hemsworth.
“É uma conversa muito difícil de se ter. Se eu fosse completamente honesta sobre a minha experiência, não magoaria ninguém além de mim mesma”, declarou. Em seguida, ela acrescentou: “Eu simplesmente lutei, lutei e lutei para que ela fizesse jus ao seu nome. Esse era o meu objetivo naquele filme, e eu o alcancei, mas foi uma luta árdua”.
A atriz ainda revelou uma das orientações dadas por Miller para construir a protagonista: “Não respire. Feche a boca. Não demonstre nenhuma emoção”.
Apesar dos desafios, Anya garantiu que realizar o projeto era um desejo antigo. “Era meu sonho estar nesses filmes de ‘Mad Max’ e interpretar esse ícone feminista maluco. Eu sabia que chegaria à Austrália e sairia transformada. Isso foi parte do que me atraiu”, concluiu.

Essa não é a primeira vez que a atriz comenta as dificuldades vividas durante a produção. Antes da estreia do longa, em 2024, ela já havia contado ao The New York Times que o período foi delicado. “Nunca me senti tão sozinha como durante as filmagens daquele filme. Não quero entrar em muitos detalhes, mas tudo o que eu achava que seria fácil acabou sendo difícil”, afirmou.
Ao ser questionada sobre o que exatamente havia acontecido, Anya preferiu não responder. “Próxima pergunta, desculpe. Fale comigo daqui a 20 anos”, completou.
À revista Elle, ela também contou que passou os meses de gravação convivendo praticamente apenas com a equipe do filme. “Eu estava realmente testando os limites do que meu corpo e minha mente podiam fazer. Eu dirigia pelas ruas de Sydney pensando: ‘Não vejo uma única pessoa há meses. Não vejo ninguém que não pareça estar no Deserto. Tenho vivido em um mundo alienígena'”, refletiu.
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