Copa do Mundo de 2026: Jornal The NY Times elege Hino Nacional Brasileiro como o melhor do mundial; veja ranking completo

Jornal norte-americano publicou um ranking com os hinos nacionais dos 48 países participantes do Mundial nesta sexta-feira (19)

O The New York Times divulgou um ranking dos hinos nacionais dos 48 países que disputam a Copa do Mundo de 2026. Na lista elaborada pelo jornalista Tim Spiers, o Hino Nacional Brasileiro aparece na primeira posição, à frente de outras seleções participantes do torneio.

Nesta sexta-feira (19), horas antes da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026, o jornal The New York Times divulgou um ranking dos hinos nacionais dos 48 países participantes do torneio. Na lista, elaborada pelo jornalista Tim Spiers, o Brasil aparece em primeiro lugar, com o Hino Nacional Brasileiro sendo exaltado por sua “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, entre outros atributos.

Na matéria, Spiers analisa o que caracteriza um “bom” hino nacional. Embora reconheça que a avaliação seja subjetiva e influenciada pelo contexto de cada país, ele argumenta que essas canções devem ser “emocionantes e apaixonadas”, além de terem o poder de envolver jogadores e torcedores, despertando o desejo de cantar e celebrar sua nação.

“Alguns hinos são canções comuns que se tornam grandiosas pela forma como os torcedores do time as cantam com entusiasmo (olá, Estados Unidos e Escócia), alguns são verdadeiras obras-primas musicais (ei, Brasil!), e alguns não se encaixam em nenhuma dessas categorias e oferecem um bom momento para uma ida à geladeira/banheiro antes da partida”, escreveu.

Raphinha e Vini Jr. durante a execução do hino nacional brasileiro na partida do Grupo C da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Brasil e Marrocos. (Foto: Hugo Rivera/Jam Media/Getty Images)

Composto por Francisco Manoel da Silva, o Hino Nacional Brasileiro lidera o ranking de 48 posições. Em um dos trechos da reportagem, Spiers destaca os elementos que tornam a composição tão especial. Com nota 9/10, ele cita como seu verso favorito: “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido / De amor e de esperança à terra desce”.

“Dura quase dois minutos e ainda assim não é o suficiente. Há muitas palavras cantadas muito rapidamente durante a maior parte da música, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma pátria amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, uma gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, afirmou.

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O jornalista também relembrou a execução do hino durante a Copa do Mundo de 2014, quando torcida e jogadores cantaram cada verso a plenos pulmões. No entanto, a derrota por 7 a 1 para a Alemanha acabou conferindo ao momento um tom agridoce, frequentemente lembrado pela imprensa esportiva brasileira.

“Para o jogo contra Marrocos, não houve as lágrimas e o melodrama que vimos antes da lendária semifinal em casa, em 2014, mas talvez seja melhor assim. Um dos melhores hinos do mundo”, declarou Spiers.

O Hino Nacional Brasileiro foi composto em abril de 1831, inicialmente sem letra. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, uma vez proclamada a República, um concurso foi feito para substituir esse o hino por um novo, próprio para a nova organização política. “No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, explica a página oficial. Os versos de Osório Duque Estrada foram oficializados em 6 de setembro de 1922.

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O hino dos Estados Unidos, um dos anfitriões da competição, aparece na 11ª posição. “The Star-Spangled Banner” recebeu nota 8/10 de Spiers, que destacou: “Discreto, sutil e comedido. O ‘The Star-Spangled Banner’ geralmente é cantado por alguém (ou, neste caso, na abertura contra o Paraguai, por duas pessoas) à capela, com a duração do hino variando conforme as pausas dramáticas ou o quanto as palavras são alongadas para demonstrar habilidade vocal”.

Já o último colocado do ranking surpreende: “God Save the King” (“Deus Salve o Rei”), da Inglaterra, país onde está sediada a editoria esportiva do jornal, The Athletic. Com nota 1/10, Spiers classificou a canção como “banal e sem propósito” e não poupou críticas.

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“Vamos ter uma conversa franca sobre o hino nacional da Inglaterra. É horrível. A música se arrasta implacavelmente e a letra, ao contrário de todos os outros hinos desta lista, é sobre um senhor de idade. E nem sequer é David Attenborough. Se você é um monarquista religioso que gosta de música banal e sem propósito, divirta-se com isso. Se você não suporta bobagens cerimoniais e enfadonhas, junte-se à minha campanha inexistente por um novo hino que tenha o mínimo de relevância para a maior parte da população do país”, declarou o jornalista.

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O Top 5 do ranking é formado por Brasil, França, Portugal, Colômbia e Escócia. Confira a classificação completa:

Ranking do The New York Times

1. Brasil
2. França
3. Portugal
4. Colômbia
5. Escócia
6. Equador
7. Argentina
8. Egito
9. Uruguai
10. Bósnia e Herzegovina
11. Estados Unidos
12. RD Congo
13. Curaçao
14. Coreia do Sul
15. Costa do Marfim
16. Panamá
17. Canadá
18. México
19. Haiti
20. Irã
21. África do Sul
22. Japão
23. Marrocos
24. Iraque
25. Turquia
26. Austrália
27. Tchéquia
28. Tunísia
29. Senegal
30. Suécia
31. Argélia
32. Paraguai
33. Suíça
34. Cabo Verde
35. Noruega
36. Uzbequistão
37. Arábia Saudita
38. Bélgica
39. Gana
40. Croácia
41. Holanda
42. Catar
43. Áustria
44. Nova Zelândia
45. Alemanha
46. Espanha
47. Jordânia
48. Inglaterra

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