Copa do Mundo 2026: Jogador dos EUA expulso revela como interferência de Trump no caso afetou a equipe; assista

Folarin Balogun recordou a tensão nos bastidores e como todo o time foi afetado pela controversa em torno da penalidade

O jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun se pronunciou após ser expulso no jogo contra a Bósnia, na Copa do Mundo. O atleta ainda reagiu à controversa envolvendo o presidente Donald Trump e a Fifa, e contou a tensão nos vestiários diante da situação.

O jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun reagiu a uma conversa entre Donald Trump e a FIFA após ele receber um cartão vermelho na partida contra a Bósnia Herzegovina , na Copa do Mundo. No programa “CBS Mornings”, nesta terça-feira (14), o atleta admitiu que enfrentou uma situação delicada e que todo o time foi afetado.

Balogun foi expulso na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia nas oitavas de final do torneio após uma revisão do VAR. O lance ocorreu quando o jogador atingiu o tornozelo direito do zagueiro Tarik Muharemović. Inicialmente, o árbitro brasileiro Raphael Claus não deu nenhuma penalidade, mas, após rever o ocorrido, mostrou o cartão vermelho para o norte-americano.

Ao rever o momento, Balogun disse que ficou em “choque”. “Eu tive que aceitar a decisão e estar lá para [apoiar] o meu time. Mas, como eu disse, eu estava definitivamente em choque. Quando algo não é intencional, não deveria ter um cartão vermelho. Foi uma situação infeliz e eu acho que teve mais pressão do que precisava”, opinou.

Questionado sobre o envolvimento do presidente Trump, o jogador admitiu que a situação ficou ainda mais controversa. “Minha reação inicial foi de felicidade por estar de volta à equipe. Mas quando comecei a refletir, percebi que isso causaria muita controvérsia, e quase pude ver um certo nervosismo nos meus companheiros de equipe, porque é algo muito singular”, declarou ele.

O centroavante também recordou a pressão que sentiu conforme o jogo com a Bélgica se aproximava. A partida encerrou com o time europeu indo para as quartas de final da Copa. “Quanto mais perto chegávamos do jogo, mais eu tentava me concentrar. Mas era difícil. Havia muito ruído externo e é difícil evitá-lo”, admitiu.

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No matinal, Balogun também descreveu como ficou o clima no vestiário e o apoio que recebeu de seus companheiros de time: “Eles são como irmãos para mim. Eles me tranquilizaram bastante, porque não era algo que eu pudesse mudar, então eles me passaram confiança. Mas, foi confuso, porque o time estava treinando sem mim”.

“Eu sou o tipo de jogador que tenta elevar a moral do time. Então, dois dias depois da expulsão, eu soube que estava de volta no time. Nós nos encontramos no ônibus e todos estavam gritando. Foi bem intenso”, completou. Por fim, o atleta afirmou que eles precisaram se desvencilhar da polêmica para focar na partida contra a Bélgica.

Assista à íntegra: 

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Conversa entre Trump e Fifa

Trump confirmou que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado ao jogador. Em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos EUA disse que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro “horrível” e rebateu as acusações de interferência política na Copa.

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.

Trump ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo o árbitro brasileiro. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica. Mas é muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, soltou o republicano.

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também abordou a conversa com Trump, salientando que os dois trataram estritamente do episódio na Copa. “Eu converso regularmente com o presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do presidente Donald Trump”, afirmou.

Contudo, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos. “A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada. O caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes”, pontuou.

“Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são publicadas. Às vezes elas me surpreendem. Às vezes concordo com elas, e às vezes discordo. O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a independência dos órgãos que as tomam”, concluiu Infantino.

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