Advogada que se arriscou para salvar família em incêndio no PR tem quadro atualizado por hospital

Juliane Vieira, de 28 anos, está consciente e respirando sem aparelhos após três meses internada em hospital de Londrina

Três meses após um incêndio em um prédio de Cascavel (PR), a advogada Juliane Vieira, de 28 anos, apresenta melhora no estado de saúde. Internada em um hospital de Londrina, ela está consciente e respira naturalmente, segundo a equipe médica.

Cerca de três meses após o incêndio que atingiu um prédio em Cascavel, no oeste do Paraná, a advogada Juliane Vieira, de 28 anos, apresenta evolução no quadro clínico. Ela está consciente e respirando sem auxílio de aparelhos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) pela equipe médica do Hospital Universitário (HU) de Londrina, onde a jovem segue em tratamento desde a tragédia.

Juliane sofreu queimaduras em 63% do corpo ao tentar resgatar a mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo Pietro, de 4, durante o incêndio ocorrido em um edifício no centro da cidade, no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country. O cachorro da família, Barthô, também foi resgatado e não sofreu ferimentos.

Desde 15 de outubro de 2025, ela está internada no Centro de Tratamento de Queimados, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde chegou a ser mantida em coma induzido.

Há cerca de um mês, Sueli Vieira, mãe de Juliane, já havia informado sinais de recuperação da filha, que começava a despertar gradualmente e conseguia se comunicar com familiares. À época, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Sueli ressaltou que o estado de saúde ainda era delicado, mas destacou o otimismo da família.

No fim de novembro, a Polícia Civil concluiu a investigação sobre as causas do incêndio e descartou a hipótese de crime intencional. Segundo o laudo pericial, o fogo teve início na cozinha de um apartamento localizado no 13º andar, na manhã de 15 de outubro.

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Imagens que circularam nas redes sociais à época mostram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando alcançar os familiares. Após conseguir retirar a mãe e o primo do local, ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de ter inalado fumaça, o que resultou em lesões nas vias respiratórias. Ela permaneceu internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel, até ser liberada. Pietro, por sua vez, foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e nas mãos. O menino ficou 16 dias internado e recebeu alta no fim de outubro.

Além da família, um dos bombeiros que atuou no resgate sofreu queimaduras nos braços, mãos e parte das costas. Ele foi hospitalizado, mas já recebeu alta. Um segundo socorrista teve queimaduras nas mãos, foi encaminhado para atendimento médico e passa bem.

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