Um cão comunitário foi agredido na Praia Brava de Florianópolis. O animal, chamado carinhosamente de Orelha, foi encontrado com vários ferimentos e levado ao veterinário por moradores. Ele não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia. O caso aconteceu no início do ano, mas só foi divulgado nesta semana.
No último sábado (17), moradores se reuniram em uma mobilização para cobrar justiça. Um novo protesto está marcado para este sábado (24), às 9h, na Praia Brava. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o caso é investigado pela Delegacia de Proteção Animal.
🚨🔵 Indignados com a morte do cão comunitário ‘Orelha’, moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha, realizaram um protesto neste sábado (17), em Florianópolis (SC), pedindo justiça e punição aos responsáveis. Mais de 100 pessoas participaram da manifestação pacífica e caminharam… pic.twitter.com/WaLnUghX31
— Jornal Razão (@jornalrazao) January 17, 2026
Amanhã, 24/01 as 9h na Praia Brava irá acontecer uma passeata em memória no cãozinho Orelha, brutalmente assassinado por adolescentes filhos de gente graúda da cidade!
Essa gente nao ficará impune! #justiçaPorOrelha pic.twitter.com/jrEMH1HshY
— Enfermeiro do BRICS 🇧🇷 🇷🇺🇮🇳🇨🇳🇿🇦 (@enf_intensiva) January 23, 2026
De acordo com a Polícia Civil, via g1, ao menos quatro adolescentes são suspeitos do crime. A investigação chegou até eles pela análise de câmeras de segurança e depoimentos de moradores. Apenas no ano passado, Santa Catarina teve 5.605 registros de agressões a animais em todo o estado.
A Praia Brava tem três casinhas de cachorro para os três animais considerados mascotes da região. “Muita gente vinha trazer comida para eles aqui, mas eu era o responsável por trazer comida para eles todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou o aposentado Mário Rogério Prestes ao portal.
Os moradores que viram Orelha machucado ficaram em choque com a brutalidade. “Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho”, lamentou o empresário Silvio Gasperin.
“Eles conviviam com a gente. Eles tinham uma vida na Praia Brava. Todo mundo que mora aqui ou quem vem frequentemente aqui sabe de quem nós estamos falando, dos [cachorros] pretinhos”, desabafou a empresária Antônia Souza.
Mardjoli Valcareggi, a delegada responsável pelo caso, negou qualquer suspeita de envolvimento de um policial civil no crime. Ela informou que as pessoas possivelmente envolvidas já foram identificadas. “As pessoas que, em tese, estão envolvidas, já foram identificadas. Nós estamos agora na fase de oitivas para a gente conseguir finalizar o quanto antes esse procedimento”, disse ela.
“A nossa investigação envolvendo animais é bastante desafiadora, porque a nossa vítima não fala, muitas vezes não fica parada no mesmo lugar. Então nós precisamos desse comprometimento da população. Se houver qualquer informação, que repasse à Polícia Civil”, acrescentou.
A Polícia Civil pede que quem tiver informações sobre caso entre em contato com a delegacia pelo número de Whatsapp (48) 98844-1396.
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