Henry Borel Jairinho Monique

Caso Henry: Polícia Civil conclui inquérito da morte do garoto de 4 anos e indicia Jairinho e Monique; saiba todos os detalhes

O inquérito que apura a morte do menino Henry Borel foi concluído nesta segunda-feira (3). De acordo com o G1, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a mãe do garoto, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, por homicídio duplamente qualificado (com emprego de tortura e impossibilidade de defesa da vítima).

Segundo a publicação, o vereador carioca responderá ainda por dois crimes de tortura, ambos que teriam ocorrido no mês de fevereiro. Já Monique responderá por tortura e omissão, após um episódio que aconteceu em 12 de fevereiro. Na ocasião, ela foi informada pela babá de Henry que o garoto estava sendo torturado, mas, mesmo assim, levou quase três horas para voltar do shopping que estava para sua casa – que fica a cerca de cinco minutos de carro do estabelecimento.

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O delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), enviou o inquérito para o Ministério Público. O próximo desdobramento do caso deve ser avaliado pelo promotor Marcos Kac, que avaliará se denunciará ou não o casal pelos mesmos crimes. A polícia também pediu que a prisão temporária do casal seja convertida para prisão preventiva – que conta com um prazo maior, de três meses, e que pode ser renovada.

Henry Jairinho Monique
A polícia pediu que a prisão temporária de Dr. Jairinho e Monique Medeiros seja convertida em prisão preventiva. (Foto: Reprodução)

A Justiça também aceitou uma denúncia contra Jairinho em outro caso de tortura, envolvendo a filha de uma ex-namorada. Hoje com 13 anos, a vítima relatou que o político bateu a cabeça dela contra a parede de um box de banheiro e pisou sobre seu corpo no fundo de uma piscina, numa tentativa de impedir que ela subisse para respirar. Nesta terça-feira (4), uma coletiva de imprensa trará mais detalhes sobre o fim do inquérito da morte de Henry.

Entenda o caso

Em coletiva de imprensa realizada no dia 8, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a babá do menino Henry Borel, morto no dia 8 de março, avisou à mãe da criança, a professora Monique Medeiros, que o garoto vinha sofrendo uma “rotina de violência” por parte do vereador Dr. Jairinho, namorado dela. Em um primeiro depoimento, Thayná de Oliveira omitiu informações a pedidos da pedagoga, mas voltou atrás após as autoridades encontraram trocas de mensagens, nas quais ela alertava a patroa sobre as agressões.

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Além da babá, Leila Rosângela de Souza Mattos, doméstica que trabalhava para o casal, também sabia de episódios de agressão a Henry. A polícia acredita que o menino foi assassinado, e aponta Jairinho e Monique como suspeitos de homicídio duplamente qualificado – com emprego de tortura e impossibilidade de defesa da vítima.

A polícia afirma que Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o enteado, semanas antes da morte da criança. Ainda segundo as investigações, Monique sabia de agressões, pelo menos, desde fevereiro. No dia 12 daquele mês, o vereador teria se trancado no quarto do apartamento onde o casal vivia e agredido o menino com chutes, rasteiras e golpes na cabeça. Confira a íntegra das conversas da babá de Henry com a mãe do garoto, clicando aqui.

De acordo com a polícia, o pequeno Henry Borel teria passado por uma sessão de tortura na casa de sua própria mãe e de seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho. (Foto: Reprodução)

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Na manhã do dia 8 de abril, Jairinho e Monique foram presos, suspeitos não só por homicídio, como também por ameaçarem testemunhas e atrapalharem as investigações. Os mandados foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri, e o padrasto e mãe da vítima permanecerão detidos preventivamente por 30 dias. Até então, o vereador e a professora negavam qualquer envolvimento com o assassinato de Henry e alegavam que o óbito teria sido decorrente de um acidente doméstico. Segundo o jornal Metrópoles, ao chegar na delegacia o político disse que tudo não passava de uma “injustiça“.

Imagens do momento em que Dr. Jairinho e Monique foram presos no Rio. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Diante dos desdobramentos, a vereadora Teresa Bergher, membro do conselho de ética da Câmara, pediu que Jairinho fosse afastado do cargo de vereador do Rio de Janeiro. “[Ele] Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, afirmou ela ao G1.