A companhia aérea Latam demitiu o piloto Sérgio Antônio Lopes, que foi preso após ser acusado de chefiar uma rede de abuso sexual infantil. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (11) pelo portal g1. Em nota, a defesa do piloto também se pronunciou.
A demissão ocorreu dois dias após a prisão temporária do piloto, de 60 anos, que foi detido na manhã de segunda-feira (9) dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, São Paulo. Em comunicado oficial, a Latam informou que Sérgio “não faz mais parte do seu quadro de colaboradores” e afirmou adotar “política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta”. A empresa também reforçou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Procurada, a advogada Claudia Apolonia, responsável pela defesa do piloto, afirmou ao veículo que não comentaria o caso neste momento: “Vou seguir a discrição no exército de meu ofício, assim como os ditames legais , que implicam em segredo de justiça, dada a natureza das investigações”.
Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil.
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— GloboNews (@GloboNews) February 9, 2026
A operação
A prisão faz parte da Operação Apertem os Cintos, que investiga estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente, entre outros crimes. Os policiais apuraram que o piloto levava menores de idade com documento falso para motéis. De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Sérgio também teria agredido algumas das vítimas.
“Tudo aponta que ele é o dono dessa rede de exploração, de pornografia infantil, mas ele também tinha contato com algumas das vítimas, e ele, na verdade, as levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas que está lá hoje, ela está toda machucada, ele bateu nela semana passada em um motel”, afirmou Aleixo.
Até o momento, a polícia identificou dez vítimas no estado de São Paulo, mas o número pode ser maior. “São dezenas de outras, porque a gente viu imagens pelo celular, que são meninas diferentes, meninas aparentando ali 12, 13 anos”, disse a delegada.

A apuração também revelou que Sérgio se aproximava inicialmente de mães, avós ou responsáveis legais das crianças e adolescentes. Após ganhar a confiança dessas pessoas, deixava claro que o interesse era nas vítimas e fazia propostas financeiras. “Cada imagem recebida gerava pagamentos via Pix, geralmente de R$ 30, R$ 50 ou R$ 100. Em alguns casos, ele comprava medicamentos, pagava aluguel e houve até a compra de uma televisão”, detalharam os agentes.
Uma mulher de 55 anos também foi presa, acusada de aliciar suas próprias netas – de 10, 12 e 14 anos – para Lopes em troca de pagamento. Veja o momento da prisão, clicando aqui.
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