A defesa de Cléber Rosa de Oliveira confirmou ao g1, nesta segunda-feira (2), que ele usou uma arma para matar a corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO). Apesar disso, Felipe de Alencar não deu mais detalhes. O síndico já havia informado à polícia que estava armado quando cometeu o crime.
“O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica não teve acesso ao resultado da perícia necroscópica, que ainda não foi juntada aos autos do inquérito policial. Na oportunidade, reitera-se que o Sr. Cleber está colaborando com a investigação, sobretudo no esclarecimento da dinâmica dos fatos”, declarou em nota.
Conforme o “Fantástico” deste domingo (1º), o corpo da corretora tinha uma bala alojada na cabeça. Por ora, não ficou claro onde ocorreu o homicídio, tampouco a arma de fogo foi apresentada. A investigação também revelou que ninguém ouviu disparos no dia do desaparecimento de Daiane.
A perícia ainda procurou sangue no chão e no carro de Cléber. Já o celular da vítima estava na tubulação de esgoto da garagem. O delegado responsável pelo caso, André Barbosa, explicou que toda a dinâmica do assassinato ainda não foi oficialmente esclarecida e que o caso é tratado com cautela pelas autoridades.

Em comunicado ao portal da Globo, ele declarou que “não serão concedidas novas entrevistas até a conclusão do caso, sendo eventuais informações tratadas, oportunamente, pelos canais oficiais da PCGO”.
As investigações inferem que o crime tenha ocorrido no subsolo do prédio onde a corretora morava. O corpo dela teria sido colocado numa caçamba da caminhonete de Cléber e, então, levado para uma área de mata.
De acordo com Barbosa, toda a ação teria durado menos de oito minutos, entre a execução do crime e a retirada do corpo de Daiane do residencial. A causa da morte ainda não foi determinada, porque depende do laudo final da perícia. A Polícia Científica afirmou que o laudo ainda não foi liberado para confirmar a informação da bala alojada na cabeça da corretora.
Cleber está preso temporariamente desde o dia 28 de janeiro. O filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi detido sob suspeita de ter colaborado e tentado dificultar as investigações da polícia. O pai, por sua vez, disse que o filho não teve nenhum envolvimento com o crime, mesma versão apresentada pela defesa de Maicon.

“Na qualidade de defensores constituídos de Maicon Douglas Souza de Oliveira, os advogados subscritos vêm a público esclarecer os fatos relativos à sua prisão temporária, ocorrida no âmbito das investigações que apuram o falecimento de Daiane Alves. Inicialmente, é imperativo destacar que Maicon Douglas não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão, cuja autoria já foi confessada exclusivamente por seu genitor, Cleber Rosa de Oliveira, em ato que não contou com o auxílio ou prévia ciência de Maicon”, iniciou seu representante.
A defesa também salientou que Maicon passou pela audiência de custódia e prestou depoimento perante a autoridade policial. “Durante o interrogatório, o investigado respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos e negando veementemente qualquer participação no trágico evento. A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real”, concluiu.
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