Dois dos cinco envolvidos em estupro coletivo são acusados por outra vítima; adolescente tinha 14 anos

Vítima fez a denúncia após pedido do delegado Ângelo Lages

Uma segunda jovem denunciou ter sido vítima de estupro por integrantes do mesmo grupo investigado no caso da adolescente de 17 anos, no Rio. O novo depoimento foi prestado à 12ª DP, e dois suspeitos já se entregaram.

Uma segunda vítima denunciou ter sido estuprada por, pelo menos, dois integrantes do mesmo grupo investigado pelo estupro coletivo contra uma adolescente, de 17 anos, no Rio de Janeiro. O novo depoimento foi prestado nesta segunda-feira (2), após o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), pedir que outras jovens façam denúncias sobre os foragidos.

De acordo com a TV Globo, que teve acesso à nova declaração, a menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela disse aos investigadores que mantinha um relacionamento com o único menor de idade apontado no caso. Ele também é citado como participante do estupro coletivo já investigado.

O crime aconteceu em agosto de 2023. A jovem relatou que foi convidada a ir até a casa de Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos. Outros dois menores de idade participaram da violência sexual. Em depoimento, a adolescente disse que foi levada à residência através de um mototáxi, e coagida a entrar no quarto com o ex-companheiro.

Em um momento, os outros dois envolvidos forçaram a entrada no cômodo e a obrigaram a ficar no local, desferindo tapas, socos e chutes. O modus operandi foi o mesmo do caso que repercutiu nesta semana.

Ouça o relato:

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Na manhã desta terça-feira (3), Mattheus se entregou à polícia e foi preso. Ele chegou à delegacia conduzido por policiais, usando um boné e com a cabeça baixa. João Gabriel Xavier Berthô, de 19 anos, também se entregou no fim desta manhã.

Outros dois ainda continuam foragidos. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos. O menor de idade que atraiu a vítima para o local do ocorrido também é investigado por ato infracional análogo ao crime.

Assista:

Desde o início das investigações, o delegado Ângelo Lajes vinha pedindo que possíveis outras vítimas dos suspeitos procurassem a delegacia para formalizar denúncia. Segundo a Polícia Civil, foi exatamente o que ocorreu com o surgimento do novo relato.

A Justiça do Rio de Janeiro também negou habeas corpus aos envolvidos. Segundo informações obtidas pela emissora, três dos quatro maiores de idade réus entraram com um recurso para suspender a prisão. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos.

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O crime

Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha. Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos.

No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, a vítima foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

A investigação teve acesso às imagens das câmeras do prédio. (Foto: Divulgação/ PCERJ)

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.

Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

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