Fotos de Daniel Vorcaro no sistema carcerário são divulgadas após prisão, e mudança chama a atenção; veja

Defesa de Vorcaro se pronunciou após acusações contra o banqueiro

A Polícia Federal divulgou o novo registro prisional de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero. O empresário foi detido em São Paulo e transferido para um presídio federal após decisão do STF.

A polícia divulgou a foto do novo registro prisional de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em meio a uma operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. A imagem foi divulgada pela jornalista Julia Duailibi, do g1, nesta sexta-feira (6).

As fotos mostram Vorcaro após a entrada no sistema prisional, já submetido aos procedimentos aplicados aos detentos. A prisão ocorreu em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Além do empresário, também foram detidos o cunhado dele, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, conhecido como “Sicário“, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Após ser preso, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. Segundo o portal, ele passou pelas etapas padrão do sistema prisional, que incluem revista pessoal e de pertences, higienização obrigatória, corte de cabelo conforme as regras da unidade, registro fotográfico e coleta de impressões digitais.

Vorcaro foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero (Foto: Reprodução/YouTube)

No dia seguinte, a PF solicitou a transferência do empresário para um presídio federal, alegando riscos à segurança pública. O pedido foi aceito pelo ministro do STF André Mendonça. Vorcaro deixou a penitenciária em Potim por volta das 11h30 desta sexta-feira (6), e foi levado de avião para Brasília.

Confira as imagens:

Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4). (Foto: Reprodução/g1)

A defesa do empresário reagiu à divulgação das imagens dentro da unidade prisional e afirmou ter recebido a notícia com surpresa e indignação. Em nota, os advogados disseram ao veículo que parece não haver limites para o vazamento de informações com o objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente. O comunicado também afirma que será solicitado novamente a abertura de um inquérito para investigar a divulgação de dados sigilosos e responsabilizar eventuais envolvidos. Segundo a defesa, a expectativa é de que sejam respeitados os princípios do Estado Democrático de Direito e a integridade mínima de pessoas que estão sob custódia do Estado.

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Prisões e medidas cautelares

Além de Daniel Vorcaro, o ministro do STF André Mendonça também decretou a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado do bancário, além de Mourão e Marilson Roseno da Silva. O órgão ainda expediu outros 15 mandados de busca e apreensão, em São Paulo e Minas Gerais.

Foram determinadas medidas cautelares contra servidores do Banco Central e a suspensão de empresas usadas para lavar o dinheiro que financiava o esquema. Outras incluem ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões. O objetivo é “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.

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A prisão ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, busca investigar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

O que diz a defesa de Vorcaro

A defesa do banqueiro argumentou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. Os representantes negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a Vorcaro e disse confiar “que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”. Por fim, eles reiteraram a “sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”.

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