Na noite desta quinta-feira (1º), Bianca dos Santos e Maria Beatriz dos Santos, irmãs e criadoras de conteúdo, foram mortas a tiros no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza. Segundo informações do g1, as vítimas foram atacadas por homens a bordo de uma moto aquática.
As duas trabalhavam como criadoras de conteúdo e, juntas, reuniam mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Ambas atuavam em mininovelas no Kwai, centradas em dramas envolvendo moradores de uma favela. No Instagram, costumavam compartilhar o dia a dia e divulgar plataformas de jogos on-line, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho“.
O ataque ocorreu enquanto as irmãs estavam com um grupo de amigos em um espigão na praia. Segundo testemunhas, os suspeitos se aproximaram pelo mar, em uma moto aquática e em um bote a motor, de onde efetuaram os disparos contra elas.
De acordo com fontes policiais do Diário do Nordeste, as vítimas teriam sido atingidas durante um ataque de membros do Comando Vermelho (CV) em embarcações contra membros da facção Guardiões do Estado (GDE).
Bianca, mais conhecida como “Bia”, de 15 anos, chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Redentor. No entanto, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Segundo familiares, Bia havia descoberto recentemente que estava grávida de seu companheiro, que também é produtor de conteúdo no Kwai, onde acumula mais de 2 milhões de seguidores. Já Maria Beatriz, de 20 anos, morreu no local. Os criminosos fugiram pelo mar e até agora não foram capturados.
Até o momento não há informações sobre o número de suspeitos envolvidos na ação, nem sobre a motivação do crime. O caso foi encaminhado à 8ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e está sob investigação.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que equipes do DHPP da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionadas para atender a ocorrência de duplo homicídio.
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também esteve no local e coletou evidências que irão embasar as investigações.
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