Renê da Silva Nogueira Júnior recebeu um ultimato da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, para definir o responsável por sua defesa. O pedido foi anexado na decisão que ocorreu nesta quarta-feira (27), segundo o jornal O Globo.
O empresário confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes e, desde sua prisão, em 11 de agosto, já trocou de advogado sucessivas vezes. Conforme a magistrada, a sequência de procurações e termo de revogação de mandato dos profissionais causou um “tumulto processual”. Ana Carolina deu bronca e pediu que Renê informe “expressamente quem é o advogado” que ficará à frente de seu caso.
“Tendo em vista a sequência de juntadas de procurações e termo de revogação de mandato, causando tumulto processual, determino a intimação pessoal do investigado para que informe expressamente quem é o advogado que está a representá-lo neste inquérito policial. Expeça-se mandado de intimação, em caráter de urgência”, escreveu a juíza.
Renê está preso há duas semanas, e já trocou de advogado em três ocasiões. Leandro Guimarães Salles e Henrique Vieira Pereira, do escritório Ariosvaldo Campos Pires Advogados, foram os primeiros contratados pelo empresário, mas deixaram o caso no dia 18 de agosto.

Em comunicado, Salles revelou ter abandonado o cliente por “motivo de foro íntimo”. Ele acrescentou que tomou a decisão após uma conversa privada com Renê, sem dar detalhes.
Dracon Cavalcante, com registro da OAB em Minas Gerais, foi contratado em seguida. Porém, relatou ter sido surpreendido pelo registro de um novo advogado, Bruno Silva Rodrigues, do Rio de Janeiro. Ao UOL, Dracon disse que a intenção de Renê é trabalhar em conjunto com os dois.
“Se ele confirmar isso, a gente vai trabalhar junto. Agora, se ele falar que é só eu, o do Rio sai; e se ele falar que é o do Rio, eu saio. Eu acredito que o Renê vai falar que quer os dois porque ele já manifestou que seria nós dois. Temos agora que esperar o Renê comunicar a decisão dele à juíza para não haver problema de confusão processual”, explicou.

Já nesta segunda (25), o réu confesso se pronunciou sobre as mudanças e manifestou a intenção de continuar sendo representado por Cavalcante. Ele ainda classificou a morte do gari como um “acidente”.
“O que aconteceu foi um acidente com a vítima e me sinto bem representado. Tenho certeza que resolveremos esse mal-entendido“, escreveu no documento, obtido pela Folha de S. Paulo. Confira a íntegra:
