Justiça de MG toma decisão sobre homem que empurrou ex-mulher de penhasco

TJMG aceitou a denúncia do Ministério Público contra Silvanildo Amâncio de Araújo, acusado de empurrar Ana Cláudia de um penhasco em maio deste ano

Silvanildo Amâncio de Araújo virou réu por tentativa de feminicídio após ser acusado de empurrar a ex-esposa, Ana Cláudia, de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Minas Gerais. O TJMG aceitou a denúncia do Ministério Público contra o homem.

A Justiça mineira tomou uma decisão sobre o caso de Silvanildo Amâncio de Araújo, acusado de empurrar a ex-esposa, Ana Cláudia, de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Minas Gerais, em maio deste ano. Segundo informações do UOL nesta terça-feira (1º), o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o homem, tornando-o réu por tentativa de feminicídio.

Silvanildo está preso desde o fim de maio e, no mês seguinte, a Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o caso. Na ocasião, ele foi indiciado por tentativa de feminicídio, estupro, tortura, roubo, sequestro e cárcere privado, além de descumprir uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima.

A denúncia foi protocolada pelo Ministério Público no Judiciário em 22 de junho. Oficialmente, Silvanildo foi denunciado por cinco crimes: cárcere privado qualificado, estupro, roubo com emprego de arma branca, tortura e tentativa de feminicídio.

Ana Cláudia ficou mais de 24 horas desaparecida (Foto: PMMG e CBMG)

De acordo com o TJMG, os crimes teriam sido cometidos em um contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos da Lei Maria da Penha. A defesa apresentou resposta à acusação em 14 de julho.

Entre as formas de violência previstas na legislação e citadas pelo Ministério Público estão as violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Esta última é caracterizada por condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria, conforme a Lei Maria da Penha.

No dia 24 de agosto, foi realizada uma audiência do caso. No entanto, detalhes sobre o procedimento não foram divulgados publicamente, já que o processo tramita em segredo de Justiça.

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Entenda o caso

Ana Cláudia foi sequestrada pelo ex-marido no final de maio. O homem chegou a avisar a familiares que a jogaria do penhasco, na região metropolitana de Belo Horizonte. Silvanildo seguiu Ana Cláudia enquanto ela levava a filha mais nova para a escola. A vítima percebeu que estava sendo seguida e conseguiu alertar a filha mais velha por mensagens. Pouco depois, o contato foi interrompido, levando a família a registrá-la como desaparecida.

As investigações apontam ainda que Silvanildo chegou a contar a um parente, por telefone, que havia sequestrado a ex-mulher e pretendia jogá-la de um penhasco, indicando inclusive o local. A partir dessas informações, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram as buscas na região.

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A operação mobilizou uma força-tarefa com participação das polícias Civil e Militar, além do SAMU, com apoio de drones e uma aeronave. Ana Cláudia caiu de uma altura de cerca de 50 metros e conseguiu se manter agarrada à vegetação. Ela ainda tentou subir pela encosta, mas permaneceu no ponto onde foi localizada, consciente, com escoriações e um ferimento em um dos pés.

Ao todo, sete viaturas, um helicóptero e cerca de 22 profissionais atuaram na ocorrência. Inicialmente, foram utilizados drones com sensores térmicos para localizar a vítima. O resgate foi concluído com o auxílio da aeronave.

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Após o salvamento, Ana Cláudia recebeu atendimento médico ainda no local e foi encaminhada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece internada sob cuidados médicos, segundo a Polícia Civil.

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