Justiça do Rio muda de posição e toma nova decisão sobre menor de idade no caso de estupro coletivo

MPRJ voltou atrás após novos casos envolvendo o adolescente serem denunciados

O Ministério Público do Rio de Janeiro mudou de posição e pediu a internação do menor investigado por estupro coletivo em Copacabana, após surgirem novas denúncias. O caso envolve duas vítimas e segue sob análise da Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) mudou de ideia e solicitou a internação do menor investigado no caso do estupro coletivo, em Copacabana. O adolescente também é acusado de cometer o mesmo crime com uma segunda vítima.

Na quarta-feira (4), o MPRJ havia discordado da Polícia Civil e recomendado ao Judiciário que negasse o pedido de apreensão do menor de idade. Em manifestação enviada à Vara da Infância e da Juventude, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional, solicitou a rejeição por achar que não havia necessidade de internação.

No entanto, horas depois, o Ministério Público respondeu, em nota à TV Globo, que “eventuais medidas cautelares poderiam ser requeridas no decorrer da investigação“.

O promotor Messenberg reviu a sua primeira decisão e enviou uma nova manifestação à Justiça em que corroborava o pedido de internação. Como justificativa, ele apresentou o surgimento das novas denúncias, informou a emissora.

Os quatro homens, maiores de idade, já se entregaram à polícia. (Foto: Divulgação/PCERJ)

Além do estupro coletivo da adolescente, de 17 anos, em Copacabana, o menor de idade também foi acusado pelo mesmo crime por uma segunda jovem. À época, ela tinha tinha 14 anos. Conforme depoimento das duas denunciantes, o menor se relacionava com elas e foi o responsável por atraí-las aos locais dos episódios.

Ainda de acordo com o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), ao portal g1, o suspeito teria criado o plano para outro caso de abuso, que foi denunciado em seguida. O caso é tratado como ato infracional análogo ao crime, já que o suspeito é menor de idade. O processo segue sob análise da Vara da Infância e da Juventude.

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Mentor do caso

Para o delegado, o menor de idade seria a “mente por trás” dos crimes. “A gente representou pela busca e apreensão, até por entender que ele é a mente por trás disso tudo. Ele que tinha a confiança das vítimas (…). Então, a gente entende e entendia, na época que eu representei, que era necessário a apreensão dele“, afirmou Lages.

Assista:

Segundo o delegado, os agentes vão solicitar à Justiça, a quebra de sigilo telefônico dos acusados. “Nós vamos solicitar as quebras telemáticas dos aparelhos dos acusados, já que eles não nos disponibilizaram qualquer acesso na hora que se apresentaram“, declarou Lages. A polícia ainda avalia ampliar o pedido de quebra de sigilo para outras denúncias relacionadas ao grupo.

Os quatro homens, maiores de idade, já se entregaram à polícia. São eles: Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18. Eles responderão por estupro coletivo, com agravante da vítima ser menor de idade, e cárcere privado.

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