Mãe de corretora que desapareceu após ir ao subsolo revela “desavenças” da filha no prédio

Nilse Alves Pontes também contou que a família sempre religava a energia no relógio

A mãe de Daiane Alves, corretora desaparecida em Caldas Novas (GO), revelou desavenças da filha com moradores do condomínio onde sumiu em dezembro. O caso segue sob investigação da polícia.

Nilse Alves Pontes, mãe da corretora de imóveis que desapareceu em Caldas Novas, no sul de Goiás, revelou ao UOL que a filha tinha “desavenças” com outros moradores do prédio. Daiane Alves Sousa foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro.

Natural de Uberlândia, Daiane se mudou de cidade há dois anos para administrar seis apartamentos que a família comprou no mesmo edifício onde ela desapareceu. Nilse contou que as “desavenças” se acirraram ao longo do ano passado e que a corretora chegou a acionar a Justiça de Goiás contra o condomínio.

Os processos não foram detalhados, entretanto, conforme o UOL, tramitam em Caldas Novas. A mãe de Daiane, por sua vez, não “acusa” o condomínio ou moradores pelo sumiço da filha. “Tivemos problemas com o condomínio do prédio durante todo o ano [de 2025], mas não acusamos de nada em relação ao acontecido“, declarou. Por enquanto, o condomínio ainda não se manifestou sobre o caso.

Daiane desapareceu por volta das 19h do dia 17 de dezembro. Na ocasião, ela havia saído do próprio apartamento e descido até o subsolo do prédio para religar a energia elétrica do imóvel. No dia anterior, a corretora já havia sofrido com a falta de eletricidade repentina, mesmo com a conta de luz em dia. “Não foi a primeira vez que isso acontecia com nossa família. A energia elétrica era cortada e nós íamos até o relógio e religávamos“, contou.

Daiane gravou toda a ação até chegar ao subsolo do prédio. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Câmeras de segurança registraram o momento que Daiane saiu do apartamento e entrou no elevador. Nas gravações, é possível ver que ela usava uma blusa preta, shorts azul e estava de chinelo. Ela também gravou toda a ação, incluindo uma conversa com outro morador, até chegar na área técnica do prédio.

O vídeo feito pela corretora foi enviado para um amiga. Ela confirmou que as dependências do condomínio havia energia, menos o seu apartamento. Daiane desapareceu após chegar no subsolo do edifício. Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que já foram ouvidas algumas testemunhas, e que as “investigações estão em andamento com o intuito de localizar o maior número de informações e identificar a causa/motivo do desaparecimento“.

Assista ao vídeo gravado por Daiane:

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Conforme o UOL, o subsolo do condomínio possui apenas uma câmera, com amplitude de gravação limitada. A área onde fica o relógio para religar a energia não possui câmeras. Não há imagem de Daiane retornando ao elevador de onde saiu ou registros dela deixando as dependências do condomínio.

Último contato com a mãe

O último contato entre mãe e filha aconteceu horas antes do desaparecimento. A corretora havia combinado com Nilse de passar as festividades de Natal em Uberlândia. A administração dos apartamentos alugados seria de responsabilidade da mãe.

Nilse voltou a enviar mensagens para a filha no dia 18, depois de chegar em Caldas Novas. No entanto, como não obteve retorno, ela foi até o apartamento de Daiane e encontrou o imóvel vazio. “No dia 18 quando eu cheguei em Caldas Novas, por volta de 17h, já estava super preocupada, entrei no apartamento e vi que ela não estava. Eu procurei por outros apartamentos nossos no condomínio, preocupada porque ela não atendia o celular e nada“, lamentou.

Cartaz do desaparecimento de Daiane. (Foto: Reprodução/PCGO)

Ela foi em direção ao subsolo. Quando a porta do elevador abre, é a última imagem dela. É certeza absoluta que ela foi em direção ao relógio de energia para religar. Mas desde então nós não temos nada“, ressaltou Nilse. O celular de Daiane está desativado desde o dia do desaparecimento. Buscas em unidades de saúde da região também foram realizadas.

As autoridades fizeram a quebra de sigilo bancário da corretora, mas não foi realizada nenhuma movimentação financeira que possa ajudar a localizá-la. “Não é possível que alguém desapareça sem deixar vestígios“, desabafou a mãe.

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