Mais dois suspeitos são presos por morte de corretora em SC, e polícia revela antecedente de vizinho

Um adolescente, foragido da polícia, também está sendo investigado

Polícia de Santa Catarina prendeu três vizinhos suspeitos de envolvimento na morte da corretora Luciani Estivalet, de 47 anos. A vítima estava desaparecida, e os investigados também são apontados por realizar compras em nome dela. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Mais duas pessoas foram presas em Santa Catarina, suspeitas de envolvimento na morte da corretora Luciani Estivalet, de 47 anos. Segundo o UOL, em publicação nesta sexta-feira (13), todos são vizinhos da vítima.

Ontem (12), a polícia já havia informado a prisão de Ângela Maria Moro, de 46 anos. Luciani havia sido dada como desaparecida pela família no dia 9 de março, conforme informou a Polícia Civil. A investigação começou depois que parentes passaram a estranhar mensagens enviadas pelo WhatsApp da corretora.

Entre os investigados, estão um homem de 27 anos e a companheira dele, de 30, que moravam no mesmo condomínio de Luciani e eram vizinhos de porta dela. O casal foi localizado e preso em Gravataí (RS). De acordo com a polícia, o homem já possui antecedente criminal por latrocínio. Em 2022, ele matou com um tiro na cabeça o dono de uma padaria em Laranjal Paulista (SP).

Pertences de Luciani Aparecida foram localizados em uma pousada. (Foto: Arquivo Pessoal)

A terceira suspeita é Ângela Maria, dona do residencial onde Luciani morava. Segundo a investigação, ela teria recebido produtos comprados com os dados da vítima, como um notebook e uma televisão. Os itens estavam guardados em um apartamento desocupado sob responsabilidade dela. Os três suspeitos são investigados por latrocínio e ocultação de cadáver.

Um adolescente, irmão do suspeito de 27 anos, também é investigado e está foragido. Ele é apontado como possível responsável por retirar mercadorias compradas com os dados da vítima e ajudar na ocultação do corpo.

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O caso

A família de Luciani registrou um boletim de ocorrência no dia 9 de março, após suspeitar que alguém estaria se passando por ela em mensagens enviadas pelo celular. A corretora foi vista pela última vez no dia 4 de março, na região da Praia dos Ingleses. A principal linha de investigação aponta que o crime teve motivação financeira. Após a morte de Luciani, diversas compras foram realizadas em plataformas online utilizando dados de seu cartão de crédito.

A suspeita começou quando parentes passaram a receber mensagens com diversos erros gramaticais, algo que chamou a atenção por não ser comum na forma como a corretora se comunicava. O irmão de Luciani, Matheus Estivalet Freitas, disse que a família estranhou o conteúdo das conversas após um período sem conseguir contato direto com ela. Em uma das mensagens enviadas pelo celular da vítima, a pessoa afirmou que ela estaria bem, mas sendo perseguida por um ex-namorado.

Mensagem suspeita que acendeu alerta à família de Luciani. (Foto: Arquivo pessoal)

Preocupado com a situação, Matheus foi até o apartamento da irmã, no norte de Florianópolis, acompanhado por policiais. No local, eles encontraram sinais de abandono. As pessoas que tinham relação profissional com Luciani também começaram a estranhar a situação. De acordo com o irmão, alguns proprietários de imóveis administrados por ela declararam que não receberam os repasses de aluguel nos últimos dias, algo que nunca havia acontecido antes.

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O corpo da vítima foi localizado na zona rural de Major Gercino. A identificação, no entanto, só foi confirmada posteriormente. Segundo a polícia, os suspeitos teriam dividido o corpo em várias partes e descartado em um rio da região rural da cidade.

Luciani atuava como corretora e administradora de imóveis na região da Praia do Santinho, área turística da capital catarinense, além de cuidar de propriedades no Rio Grande do Sul.

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