O adolescente de 17 anos acusado de ter tramado um estupro coletivo em Copacabana é considerado foragido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (5) em endereços ligados ao jovem, nos bairros de Copacabana e São Cristóvão. Entretanto, ele não foi encontrado.
O Ministério Público concordou com a internação do adolescente considerado infrator e o juízo da Vara de Infância e Juventude acatou o pedido. O delegado titular da 12ª DP (Copacabana), Ângelo Lages, afirmou considerar que o jovem é “a mente por trás” dos casos de estupros que foram relatados na delegacia.
Segundo a polícia, a investigação indica que o adolescente tinha um relacionamento com a vítima e foi o responsável por atraí-la a um apartamento em Copacabana. Os outros jovens, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, já estavam no local quando eles chegaram.
Mattheus e João Gabriel foram presos na terça-feira (3). Já Vitor Hugo e Bruno Felipe foram detidos no dia seguinte. Os advogados de Vitor Hugo e João Gabriel negam a participação no crime.
O adolescente também é apontado como mentor em outro caso, de 2023, que foi relatado na delegacia depois da repercussão do primeiro. Este episódio teria acontecido quando suspeito e vítima tinham 14 anos.
O crime
O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no dia 28 de fevereiro, quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos. Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha.
Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.
Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.
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