Ministério alerta para lote de azeite extravirgem considerado impróprio para consumo e com indícios de fraude

Empresa responsável pelo produto foi notificada pelo Ministério da Agricultura

Mapa alerta para comercialização de azeite extravirgem da marca San Paolo, após lote ser considerado impróprio para consumo em São Paulo. Produto foi alvo de fiscalização e análise laboratorial que apontou irregularidades na composição e no rótulo. Empresa foi notificada.

Nesta terça-feira (26), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou um alerta sobre a comercialização do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo. O lote de número 260289 foi considerado impróprio para consumo e deve ser recolhido. Segundo a pasta, o produto contém indícios de fraude, já que análises apontaram a presença de outros óleos vegetais na composição, além de divergências no rótulo.

A fiscalização foi feita pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), em parceria com o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal em Araraquara (SP). As equipes coletaram amostras do produto, que foram enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Goiás, para análise, e o resultado confirmou a presença de outros tipos de óleos misturados ao azeite. 

Azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo – (Foto/Reprodução/San Paolo)

A presença de outros óleos vegetais na composição caracteriza fraude, já que o produto era comercializado como azeite de oliva extravirgem. Por isso, o lote foi classificado como impróprio para consumo humano e deve ser recolhido do mercado. 

O Mapa também orienta os consumidores a interromperem o consumo do produto e solicitarem a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Além disso, foram identificadas irregularidades na empresa responsável pela importação e comercialização do produto. O órgão apontou divergências entre o endereço e o CNPJ informados nos rótulos e nos documentos fiscais. Por sua vez, a empresa foi notificada e, como não respondeu dentro do prazo, poderá receber penalidades formais, incluindo multa e outras sanções.

Caso não é isolado

Ao longo do ano, o Mapa notificou diversas marcas de azeite. Em fevereiro, o azeite extravirgem Campo Ourique, foi considerado de origem desconhecida e teve a comercialização suspensa. Em março, o San Olivetto também teve produtos apreendidos, com proibição de fabricação, importação, distribuição, propaganda e venda.

Já em abril, a Anvisa determinou a apreensão do azeite de oliva virgem extra Afonso após resultado insatisfatório no ensaio de índice de refração, usado para verificar a autenticidade do produto. No mesmo mês, a marca Royal teve azeites e outros itens suspensos após ser constatado que a empresa não possuía licença sanitária para fabricação.

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