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Motorista é demitido após circular com “Aceitamos xerecard” e provocação ao Palmeiras em letreiro de ônibus; entenda

Um ônibus de transporte público da cidade de Campinas, São Paulo, foi flagrado circulando com mensagens ofensivas contra mulheres e de provocação contra um time de futebol nesta semana. Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), empresa responsável por fiscalizar o trânsito da cidade, o veículo era da linha 1.92 (Vila Diva) e a situação ocorreu quando ele estava fora de circulação, sendo levado para a garagem da cooperativa Cooperatas.

No letreiro frontal do ônibus, o motorista colocou frases como “Nave monstro”, “O Palmeiras não tem mundial” e “Aceitamos Xerecard”. O veículo foi fotografado e as imagens acabaram caindo nas redes sociais. Em nota divulgada nesta sexta-feira (13), a Cooperatas afirmou que, assim que constatou a irregularidade, o funcionário foi demitido. Já a Emdec recebeu a informação na quinta-feira (12), e disse que tomou as providências necessárias.

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Funcionário usou letreiro de ônibus para escrever mensagens ofensivas. (Foto: Reprodução)

Importante ressaltar que as mensagens nos letreiros da frota do transporte público coletivo são definidas por Ordem de Serviço para a operação no sistema, trazendo, prioritariamente, o número e o nome do itinerário. Exceções são feitas apenas em datas comemorativas, quando são autorizadas mensagens como ‘Feliz Dia dos Pais’, ‘Feliz Dia das Mães’, ‘Feliz Natal’ e ‘Feliz Ano Novo’. Também, durante este período de pandemia, os letreiros estão sendo utilizados para divulgar mensagens educativas como o uso da máscara e do álcool em gel, em razão do tema ser de interesse público e de saúde coletiva. Mas com a devida autorização“, explicou o comunicado.

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Durante a pandemia, os letreiros também têm sido utilizados para divulgar mensagens educativas sobre as medidas sanitárias. Ainda segundo a Emdec, o aval para esse tipo de mudança é concedido por ela e a Setransp (Secretaria de Transporte). A companhia destacou que convocou representantes da Cooperatas para exigir mais explicações e para “reforçar que tal irregularidade não pode ser aceita e coloca o permissionário que a pratica, sujeito a multas e sanções“. Ao G1, o presidente da Cooperatas, Walter Rocha, lamentou a atitude de seu funcionário.

O homem disse que novas orientações foram dadas para os proprietários desde que toda a situação veio a público, com o intuito de deixar clara a necessidade de seguir a ordem de serviço. Ele afirmou ainda que a cooperativa atua com respeito às mulheres e que estuda a possibilidade de deixar o acesso ao conteúdo dos letreiros sob responsabilidade exclusiva da Cooperatas, e não dos permissionários.