A jovem Tainara Souza Santos segue internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, após ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio ocorrida em novembro, na zona norte da capital. Nesta segunda-feira (22), de acordo com o portal g1, ela passou por um novo procedimento cirúrgico. Até o momento, não há atualização sobre seu estado de saúde.
Conforme informado pela família, a cirurgia durou ao longo de todo o dia e foi concluído por volta da 00h. Desta vez, Tainara precisou passar por uma nova amputação na região da coxa, etapa necessária para a reconstrução dos glúteos. Além disso, ela também foi submetida a uma traqueostomia para retirada do tubo respiratório e a uma cirurgia plástica de reparação.
Em uma publicação nas redes sociais, a mãe da vítima comentou a complexidade do procedimento enfrentado pela filha. “De todas as cirurgias que ela já fez, essa será a mais desafiadora para os médicos”, afirmou.

Sobre o caso
Tainara caminhava com um amigo depois de sair de um bar, no dia 29 de novembro. Logo em seguida, imagens de câmeras capturam o atropelamento, com a vítima ficando presa debaixo do carro dirigido por Douglas Alves da Silva, de 26 anos. Outros motoristas também registraram o ataque.
[Atenção! Imagens fortes] Veja:
Homem que atropelou e arrastou ex-namorada em SP é preso. Vítima teve as pernas amputadas.
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— GloboNews (@GloboNews) December 1, 2025
De acordo com familiares, o agressor havia saído algumas vezes com Tainara, mas os dois não mantinham um relacionamento sério. A situação se agravou quando ele chegou ao local e iniciou uma discussão com as pessoas que estavam com a jovem. A vítima estava acompanhada de uma amiga e de um homem. “Ele chegou no forró e deu um soco no cara por ciúme. Ela saiu, e o Douglas já estava esperando lá fora. Aí faz essa tragédia. Ele vai pagar por isso, ela não merecia”, contou uma amiga de Tainara, Letícia Conceição, à TV Globo.
Douglas foi preso no dia 30 de novembro em um hotel na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo, e virou réu sob acusação de tentativa de feminicídio. Durante a abordagem, ele tentou reagir e tomar a arma de um policial, momento em que acabou sendo baleado. Já dentro da viatura, a caminho da delegacia, o acusado afirmou que sua intenção era atropelar o homem que acompanhava Tainara, alegando que teria sido ameaçado de morte.
O advogado Marcos Leal, que defende Douglas, argumentou que ele não tinha intenção de atingir a mulher, mas sim o homem que caminhava ao lado dela. Ele alegou que seu cliente não conhecia Tainara e nunca teve uma relação com ela. O homem sustentou a versão em depoimento à polícia, acrescentando não conhecia a vítima ou seu acompanhante. Familiares de Tainara e um advogado da família afirmaram que eles tiveram um breve relacionamento, que já havia terminado por iniciativa dela.
O réu também afirmou que não percebeu o alerta de outros motoristas de que a vítima estava sendo arrastada pelo seu veículo. De acordo com ele, deixou o local por medo de ser agredido.
Denuncie a violência doméstica
Para denunciar um caso de violência doméstica, basta ligar para a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180, válido em todo o território nacional e no exterior, 24 por dias. Também é possível denunciar episódios de agressão por meio do aplicativo Direitos Humanos Brasil, bem como na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).
A vítima de violência doméstica também pode ser atendida pelo Telegram. Para acessar, baixe o aplicativo e busque pelo canal “DireitosHumanosBrasil”. Em seguida, mande uma mensagem para receber atendimento.
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