Mulher descobre que ex-marido registrou filha da amante como se fosse dela e vai à Justiça em SC; saiba desfecho

Caso foi analisado pela Justiça de Santa Catarina

Uma mulher em Santa Catarina descobriu na Justiça que constava como mãe de uma jovem fruto de relação extraconjugal de seu ex-marido. A 1ª Vara Cível de Porto União determinou a correção da certidão de nascimento após exame de DNA comprovar a ausência de vínculo biológico e afetivo entre as duas.

Uma mulher de Santa Catarina descobriu, anos depois, que constava oficialmente como mãe de uma jovem que nunca gerou nem criou. De acordo com o g1, o registro teria sido feito pelo então marido sem o conhecimento dela, e o caso acabou na Justiça após ela descobrir que a menina era fruto de uma relação extraconjugal do ex-companheiro.

A situação foi julgada pela 1ª Vara Cível de Porto União, no Norte de Santa Catarina, e tramita em segredo de Justiça. As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Segundo o tribunal, a mulher só tomou conhecimento do registro posteriormente e decidiu buscar a Justiça para corrigir a certidão de nascimento. Durante o processo, a pessoa registrada como filha reconheceu outra mulher como sua mãe biológica.

Além do reconhecimento, um exame de DNA confirmou que não havia vínculo genético entre a mulher e a jovem. Uma avaliação social realizada durante a ação também apontou a inexistência de vínculo afetivo entre as duas.

A menina seria filha da amante. (Foto: Unsplash)

Na decisão, o juiz considerou ainda que a própria jovem concordava com a alteração do registro. Por isso, não foi necessário aprofundar a análise sobre uma eventual relação de maternidade construída pela convivência.

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Com as provas apresentadas no processo, a Justiça determinou a retificação da certidão de nascimento. O nome da mulher foi retirado do documento, assim como os nomes de seus pais, que também apareciam oficialmente como avós maternos da jovem. O caso, que envolve questões de filiação e registro civil, corre sob sigilo para preservar a identidade das pessoas envolvidas.

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