Orelha: Corpo do cão é exumado após pedido do MP e passa por nova perícia; outros 34 pedidos são aceitos no caso

A exumação foi solicitada na terça-feira (10), pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

O cão Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis, passou por exumação. Os exames técnicos já estão em andamento, segundo a Folha de S. Paulo. O MP também apura a conduta do delegado-geral de SC.

O corpo de Orelha, morto depois de ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis, passou por exumação, nesta quinta-feira (12), segundo informações obtidas pela Folha de S. Paulo. O processo foi feito pela Polícia Científica de Santa Catarina, que já trabalha na nova perícia solicitada no caso.

Uma pessoa ligada ao governo estadual afirmou ao jornal que os exames técnicos estão em andamento. A exumação foi solicitada na terça-feira (10), pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A Polícia Civil e a Científica não confirmaram oficialmente a exumação, mas declararam que vêm cumprindo “de forma célere todas as novas diligências” determinadas no caso.

O MP também abriu um procedimento preparatório para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no caso. De acordo com a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, a medida foi tomada “a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado-geral no caso Orelha para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais“.

MP pediu exumação e apura conduta do delegado-geral de SC, Ulisses Gabriel. (Foto: Reprodução)

Em nota à Folha, a promotoria disse que visa o “bom andamento do procedimento policial”. “Não estamos divulgando detalhes sobre diligências que ainda não foram realizadas, visando o bom andamento do procedimento policial. Porém, destacamos que a Polícia Civil e a Polícia Científica têm cumprido de forma célere todas as novas diligências. As instituições têm se empenhado ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus-tratos ao Cão Caramelo“, declarou.

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Além da exumação, outros 34 pedidos foram aceitos pela Justiça, conforme documento obtido com exclusividade pelo colunista da NSC, Ânderson Silva. Entre as determinações estão a oitiva de novas testemunhas, análise de imagens e a reinquirição de veterinários. A análise do pedido de internação do adolescente suspeito foi adiada até a conclusão das diligências.

Em resposta ao portal NSC, Ulisses afirmou que não foi notificado oficialmente sobre o procedimento. “Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação“, ressaltou. Em uma declaração anterior nas redes sociais, o delegado-geral já havia dito que não preside o inquérito do caso Orelha e que respeita o trabalho dos delegados responsáveis.

Declaração de Ulisses. (Foto: Reprodução/Instagram)

O cão Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, em Florianópolis. Laudos anteriores indicaram que ele sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por chute ou por um objeto rígido. Orelha não resistiu e morreu no dia seguinte.

Na semana passada, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito e pediu a internação de um adolescente apontado como autor da agressão. Uma das principais provas citadas foi um vídeo que mostra o jovem deixando um condomínio, às 5h25, ao lado de uma amiga, e retornando às 5h58. A agressão, segundo a corporação, ocorreu por volta das 5h30.

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