Orelha: Jornalista expõe vídeo de atitude de adolescentes na região antes da morte do cão; assista

O cão Orelha foi agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis

O caso do cão Orelha teve novos desdobramentos após a divulgação de um vídeo que mostra adolescentes suspeitos fazendo confusão na Praia Brava, em Florianópolis, antes da morte do animal. As imagens foram publicadas pelo Portal LeoDias e registram abordagem ao porteiro do local.

O caso do cão Orelha ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (5). O portal Leo Dias divulgou um vídeo gravado pela jornalista Patrícia Calderón que mostra os adolescentes suspeitos do crime fazendo uma confusão na área de Praia Brava, em Florianópolis, antes da morte do animal.

O porteiro do condomínio chegou a flagrar a arruaça feita pelos jovens. Nas imagens, os adolescentes também aparecem dirigindo provocações ao funcionário. Ele, posteriormente, foi afastado das funções quando o caso veio à tona. O porteiro, inclusive, negou ter filmado ou presenciado as agressões ao cachorro. Assista ao vídeo completo abaixo: 

As agressões ao cão ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil no dia 16. Orelha foi encontrado por moradores da região ferido e em estado de sofrimento. Ele foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária, e, no dia seguinte, precisou passar por eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos.

Segundo os laudos, Orelha foi atingido na cabeça por uma forte pancada, que pode ter sido provocada por um chute ou por um objeto rígido. A investigação reuniu depoimentos de 24 testemunhas, analisou a conduta de oito adolescentes suspeitos e incluiu provas materiais, como roupas usadas no dia do crime e registros em vídeo.

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A investigação sobre a morte de Orelha foi concluída nesta terça-feira (3). De acordo com o g1, a Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente como o agressor do animal. Além disso, outros quatro menores foram responsabilizados pela tentativa de afogamento do cachorro Caramelo. Os casos ocorreram na Praia Brava, em Florianópolis.

O delegado Renan Balbino detalhou como a contradição nos depoimentos foi decisiva para esclarecer o crime: “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio. As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia”.

Orelha foi encontrado com ferimentos graves dias após desaparecer (Foto: Arquivo pessoal)

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Durante a investigação, um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeito foi descartado após a polícia concluir que ele não teve envolvimento com os maus-tratos. A apuração incluiu a análise de quase mil horas de imagens de câmeras de segurança espalhadas pela Praia Brava. Apesar de não existirem registros do momento exato da agressão a Orelha, a polícia destacou que outros episódios ocorridos na mesma região e no mesmo intervalo de tempo ajudaram a reconstituir os fatos.

Além dos adolescentes, os pais e um tio dos investigados também foram indiciados. De acordo com a Polícia Civil, eles são suspeitos de coagir um vigilante a esconder uma fotografia considerada relevante para o esclarecimento do crime. A polícia ainda solicitou a internação provisória do agressor.

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