Orelha: Luisa Mell se revolta com explicação de delegado sobre menina que aparece em vídeo ao lado de adolescente apontado como autor da agressão

Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente como o agressor do animal

Luisa Mell questionou a Polícia Civil de Santa Catarina sobre o caso Orelha e afirmou que uma adolescente presente nos vídeos não foi responsabilizada. A ativista criticou a decisão, falou em impunidade e cobrou mais ações.

Nesta quarta-feira (4), a ativista da causa animal Luisa Mell revelou um questionamento que fez ao delegado do caso Orelha. Ontem, a Polícia Civil de Santa Catarina apontou apenas um adolescente como responsável pela morte do cachorro. No entanto, Luisa se surpreendeu ao descobrir por que a menina que aparece nos vídeos ao lado do agressor não foi citada pelas autoridades.

A ativista disse ter recebido como resposta que a adolescente não foi responsabilizada porque não teria participado da agressão. Ainda assim, Luisa contestou a justificativa. “A menina, sim, assistiu. O delegado falou para mim o seguinte: ‘Não indiciamos a menina, porque ela não participou’. Ué, mas ela viu! Inclusive outros testemunharam. Todo mundo testemunhou”, declarou.

Para Luisa, o episódio revela um padrão de violência recorrente na região da Praia Brava. “Pelo que eu entendi, nessa Praia Brava, é bem comum eles maltratarem os animais na frente dos outros. Então, este menino assassinou o cachorro Orelha na frente de muitos outros, na mesma praia onde aqueles outros assassinos tentaram afogar o cachorro Caramelo”, disse.

Ela também relatou um sentimento de impunidade: “Porque eles se sentem muito à vontade, ali na Praia Brava, para matar, para judiar dos animais, para xingar o porteiro. Porque se sentem superiores. Eles acham que eles podem tudo”.

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A ativista ainda questionou a postura de quem presenciou os crimes: “Vocês acham que uma pessoa decente ia ficar do lado de um assassino? Você não ia chamar a polícia, talvez? Não ia chamar os pais? Não, porque está normal ali. Vocês entenderam a gravidade e o horror que eu estou sentindo?”.

Ela mandou um recado para a sociedade: “Essa nossa manifestação tem que ser até maior. Porque nós somos maioria ainda. Todos eles estão cometendo crime, participando desse horror. É isso que tem que acontecer, que a população vai cobrar”.

Assista:

O caso também foi detalhado pela jornalista Patrícia Calderon, do portal LeoDias, durante o programa “Melhor da Tarde”. “Essa investigação começou muito complicada desde o início, e eu até coloquei nas minhas redes sociais que eu ia precisar de ajuda da população, porque as pessoas ficaram com medo, as testemunhas foram coagidas”, afirmou.

No entanto, ela avaliou que a pressão externa foi decisiva para a divulgação do caso: “Eu acredito que a comoção da população, a pressão da imprensa, tudo isso fez com que a polícia divulgasse uma parte desse trabalho de investigação, porque pelo que eu apurei, vem mais coisa pela frente”.

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Patrícia ainda relatou episódios de vandalismo na região. “Imagina uma praia com vários condomínios de luxo, várias tribos reunidas, que quebram quiosques, bebem… Chegou um momento em que os porteiros não aguentavam mais o vandalismo ocorrido nesse período de festas”, afirmou.

De acordo com ela, um desses episódios foi determinante para a exposição do suspeito. “Um dos porteiros, que foi justamente agredido pelo M, teria dado o start pra colocar a foto do M e do I nas redes sociais”, explicou.

Orelha ficava em uma das três casinhas de Praia Brava (Foto: Reprodução/NSC TV)

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Sobre a identificação do adolescente apontado como agressor de Orelha, Patrícia explicou que a polícia utilizou tecnologia importada. “A polícia garante que chegou até o M porque usou um equipamento francês que usou uma geolocalização pra mostrar que esse menino estava perto da área das casinhas dos cachorros”, contou.

Por fim, a jornalista reforçou a controvérsia envolvendo a adolescente que aparece ao lado do agressor. “A única testemunha da morte do Orelha seria essa menina que acompanha o M. No depoimento, ela teria dito que não tinha visto nada, só que a mãe dela desmentiu, dizendo que sim, ela teria comentado que o colega teria matado o cachorro”, concluiu.

Confira:

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