Pai de Juliana Marins abre mochila da filha trazida da Indonésia: “Reunimos coragem”

A jovem morreu após permanecer presa por quase quatro dias em uma encosta de difícil acesso

Manoel Marins, pai de Juliana Marins, brasileira que morreu ao cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, compartilhou um momento de profunda dor e saudade vivido por ele e pela esposa, Estela. O casal decidiu abrir a mochila que a filha levava na viagem pela Ásia, semanas após o corpo da jovem ter sido repatriado.

Ontem, finalmente, reunimos coragem e abrimos a mochila que a Ju levou na viagem. Até então ela estava dentro da mesma caixa em que saiu da Indonésia”, escreveu Manoel, em um post publicado nesta quarta-feira (30).

Segundo ele, a experiência de mexer nos pertences da filha despertou lembranças intensas e emoções difíceis de lidar: “À medida em que retirávamos seus pertences, nosso coração apertava. Cada peça de roupa, cada objeto, nos remetia a uma gama de lembranças e sentimentos dos momentos felizes que passamos juntos”. 

Acidente com Juliana aconteceu no dia 20, e ela só foi encontrada quatro dias depois (Foto: Reprodução/Instagram)

Em outro trecho, o pai falou sobre a dor causada pela ausência física de Juliana. “Veio a tristeza de constatar que agora ela está presente apenas em nossas mentes e corações. Não mais fisicamente. Ontem sentimos fortemente a presença de uma ausência. Sei que esse sentimento nos visitará muitas vezes ainda. Mas também sei que a cada dia ele será mais leve“, lamentou.

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Na mesma publicação, Manoel incluiu um trecho da canção de Gonzaguinha, que simboliza o esforço para seguir em frente mesmo diante do luto. “Diga lá meu coração que ela está dentro do meu peito e bem guardada, e que é preciso, mais que nunca, prosseguir”, diz uma parte da música.

E finalizou com uma mensagem de fé e esperança. “É o que procuraremos fazer, na certeza de que o Eterno continuará a enxugar nossas lágrimas e não nos abandonará jamais”, concluiu. O desabafo veio acompanhado de uma foto tirada por Juliana durante sua passagem pela Tailândia. Confira:  

Manoel Marins fez um texto emocionante para a filha. (Foto: Reprodução/Instagram)

O acidente

Juliana Marins, natural de Niterói (RJ), era publicitária formada pela UFRJ. Ela estava viajando sozinha pela Ásia desde fevereiro, em um mochilão que incluiu Filipinas, Tailândia e Vietnã. No dia 20 de junho, a jovem sofreu uma queda no vulcão Rinjan, que tem aproximadamente 300 metros.

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Após a queda, Juliana ainda conseguia se mover. Cerca de três horas depois, foi vista por turistas que informaram sua localização à família e enviaram imagens da região. Apesar disso, o resgate demorou dias. A família afirmou que Juliana ficou desamparada por quase quatro dias, escorregando por trechos da montanha, sendo vista em diferentes pontos ao longo do período.

Juliana Marins com o pai, a mãe e a irmã, durante uma viagem em família. (Foto: Reprodução/Instagram)

O corpo foi avistado pela última vez por drones, cerca de 500 metros abaixo do penhasco, sem sinais de movimento. Pouco depois, equipes de busca encontraram Juliana sem vida, a aproximadamente 650 metros do local da queda.

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A repercussão do caso mobilizou as redes sociais. A página criada pela família para concentrar informações e cobranças por apoio das autoridades ganhou grande visibilidade, alcançando 1,2 milhão de seguidores em poucas horas. O corpo de Juliana foi reconhecido por familiares e passou por necrópsia no dia 26 de junho.

A jovem era apaixonada por viagens. (Foto: Reprodução/Instagram)
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