Polícia de SC conclui inquérito sobre agressões aos cães Orelha e Caramelo, e aponta contradições em depoimento de adolescente

Os dois casos ocorreram na Praia Brava, em Florianópolis

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha e a tentativa de afogamento de Caramelo, ocorridas na Praia Brava, em Florianópolis. Um adolescente foi apontado como agressor e outros quatro responsabilizados.

A investigação sobre a morte de Orelha foi concluída nesta terça-feira (3). De acordo com o g1, a Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente como o agressor do animal. Além disso, outros quatro menores foram responsabilizados pela tentativa de afogamento do cachorro Caramelo. Os casos ocorreram na Praia Brava, em Florianópolis.

Segundo os laudos, Orelha foi atingido na cabeça por uma forte pancada, que pode ter sido provocada por um chute ou por um objeto rígido. A investigação reuniu depoimentos de 24 testemunhas, analisou a conduta de oito adolescentes suspeitos e incluiu provas materiais, como roupas usadas no dia do crime e registros em vídeo. A polícia ainda solicitou a internação provisória do agressor.

O delegado Renan Balbino detalhou como a contradição nos depoimentos foi decisiva para esclarecer o crime: “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio. As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia”.

Orelha foi encontrado com ferimentos graves dias após desaparecer (Foto: Arquivo pessoal)

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Durante a investigação, um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeito foi descartado após a polícia concluir que ele não teve envolvimento com os maus-tratos. A apuração incluiu a análise de quase mil horas de imagens de câmeras de segurança espalhadas pela Praia Brava. Apesar de não existirem registros do momento exato da agressão a Orelha, a polícia destacou que outros episódios ocorridos na mesma região e no mesmo intervalo de tempo ajudaram a reconstituir os fatos.

Além dos adolescentes, os pais e um tio dos investigados também foram indiciados. De acordo com a Polícia Civil, eles são suspeitos de coagir um vigilante a esconder uma fotografia considerada relevante para o esclarecimento do crime.

Já no caso de Caramelo, a apuração identificou quatro adolescentes envolvidos em uma tentativa de afogamento e representou os menores por maus-tratos. Nenhum dos nomes foi divulgado devido às normas da Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com o relatório final concluído, a investigação agora segue para os trâmites judiciais previstos em lei.

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