Polícia indicia mulher que enviou caixa com cachorro morto a vereadora no RS e aponta motivação

Suspeita de 64 anos confessou o envio da caixa com o animal morto e responderá por três crimes

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou uma mulher de 64 anos por enviar o corpo de um cachorro morto ao gabinete da vereadora Deza Guerreiro, em Novo Hamburgo. A suspeita confessou o envio da encomenda e responderá por injúria real, maus-tratos e descarte irregular.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quinta-feira (9), uma mulher de 64 anos por enviar o corpo de um cachorro morto para a vereadora Deza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo, conhecida por sua atuação em defesa da causa animal. O caso aconteceu na última segunda-feira (6), quando a parlamentar recebeu a caixa em seu gabinete.

Segundo a investigação, a suspeita responderá pelos crimes de injúria real, quando há intenção de ofender, humilhar ou ultrajar alguém, maus-tratos aos animais na forma de omissão, além de descarte e transporte irregulares de carcaça de animal. O delegado Rafael Sauthier, da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, afirmou que o crime de ameaça foi descartado durante as investigações.

Para a Polícia Civil, o envio da caixa foi interpretado como uma forma de protesto contra órgãos públicos, e não como uma tentativa de intimidar fisicamente a vereadora. A autoria foi confirmada após a mulher prestar depoimento e confessar o envio da encomenda. Os registros do serviço de transporte por aplicativo utilizado para fazer a entrega também ajudaram a comprovar sua participação. Ela não foi presa.

O caso ganhou repercussão nacional depois que Deza compartilhou nas redes sociais o momento em que abriu a caixa. Inicialmente, ela acreditava que havia recebido um presente. A parlamentar, então, encontrou um cachorro morto enrolado em uma sacola plástica. Junto da embalagem havia um bilhete com a mensagem: “Com carinho para proteger os animais”.

Após perceber o conteúdo da caixa, Deza acionou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência. Na ocasião, ela classificou o episódio como um ato de “terrorismo”. A vereadora também esclareceu que o motorista de aplicativo responsável pela entrega não tinha qualquer envolvimento com o crime, informação que depois foi confirmada pela Polícia Civil.

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Durante as investigações, a suspeita se apresentou espontaneamente às autoridades e confessou ter enviado o animal. Naquele dia, o delegado Rafael Sauthier afirmou apenas que ela havia admitido a autoria, mas que a motivação seria mantida sob sigilo até a conclusão do inquérito.

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