A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que irá investigar todas as mortes que ocorreram no Hospital de Taguatinga durante os plantões dos técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes propositalmente. De acordo com o UOL nesta sexta-feira (23), o novo inquérito será aberto após a conclusão das primeiras investigações sobre o caso.
A nova apuração irá reunir todos os óbitos registrados enquanto os profissionais presos estavam de plantão, ainda que não façam parte do inquérito inicial. Segundo os agentes, a decisão de instaurar uma investigação separada foi tomada para não comprometer o andamento das prisões temporárias já decretadas. A corporação informou que não divulgará, por ora, os nomes de outras unidades de saúde onde os investigados possam ter atuado.
Atualmente, a investigação principal apura três mortes ocorridas entre novembro e dezembro do ano passado no Hospital Anchieta, em Taguatinga. O principal suspeito é o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Também estão presas Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, apontadas como suspeitas de envolvimento nos crimes. Entre as provas reunidas, estão imagens que mostram os técnicos aplicando medicamentos nos pacientes pouco antes das mortes.

Após a divulgação do caso, duas famílias procuraram a polícia alegando suspeitas sobre a morte de parentes que passaram pelo mesmo hospital. Uma das vítimas seria uma idosa de 80 anos e a outra um idoso de 89.
A filha da idosa relatou que reconheceu o técnico preso e afirmou que a mãe morreu após uma parada cardiorrespiratória, mesmo tendo dado entrada na unidade apenas com tontura. A Polícia Civil confirmou que essas denúncias também serão analisadas em um inquérito separado, sem necessidade de exumação dos corpos, com base em prontuários e exames de sangue.
Entenda o caso
Uma reportagem do Jornal Nacional, exibida na segunda-feira (19), expôs três técnicos de enfermagem que foram presos suspeitos de matar três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, no Distrito Federal. As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025. As vitimas eram pessoas internadas em leitos próximos da UTI e que foram atendidas pelo mesmo profissional.
Segundo a Polícia Civil, o técnico principal injetava doses elevadas de um medicamento sem diluição, provocando paradas cardíacas quase imediatas, com apoio de outras duas técnicas. Em um dos casos, 13 seringas com desinfetante foram aplicadas na veia da vítima.
Para obter o remédio, o técnico teria usado indevidamente o sistema do hospital, emitindo receitas falsas em nomes de médicos. De acordo com a reportagem, a investigação apontou tentativas de disfarçar o crime, incluindo manobras de reanimação após as injeções.
O Hospital Anchieta informou que instaurou uma apuração interna, demitiu os envolvidos e colaborou com as autoridades. Dois suspeitos confessaram após serem confrontados com imagens de segurança, e a polícia apura a motivação dos crimes e se há outras vítimas.
Técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes são presos no DF; um deles aplicou desinfetante na veia de vítima
Segundo a polícia, o técnico injetou nas vítimas altas doses de um remédio que provocou parada cardíaca. A investigação descobriu que ele teve a ajuda de duas… pic.twitter.com/LCaB6O8QL5
— Jornal Nacional (@jornalnacional) January 19, 2026
Saiba mais detalhes, clicando aqui.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques