Polícia revela ao Fantástico o que foi encontrado no corpo de corretora morta por síndico em GO

Daiane Alves Souza foi encontrada 43 dias depois de sumir no subsolo de seu prédio

O "Fantástico" deste domingo (1º) revelou que o corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado com uma bala alojada na cabeça. A corretora de imóveis foi assassinada pelo síndico do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás.

O “Fantástico” deste domingo (1º) revelou que o corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado com uma bala alojada na cabeça. A corretora de imóveis foi assassinada pelo síndico do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás.

Segundo a reportagem, ainda não ficou claro onde ocorreu o homicídio, tampouco a arma de fogo foi apresentada. A investigação também revelou que ninguém ouviu disparos no dia do desaparecimento. A perícia procurou sangue no chão e no carro de Cléber Rosa de Oliveira. O celular da vítima estava na tubulação de esgoto da garagem.

A Polícia Civil de Goiás realizou a reconstituição do crime na última quarta-feira (28), mesmo dia em que o corpo de Daiane foi localizado. Durante a perícia, foram feitos disparos de arma de fogo no prédio, que, conforme o delegado responsável pelo caso, André Barbosa, serviram para confrontar a versão apresentada pelo síndico.

O delegado explicou que toda a dinâmica do assassinato ainda não foi oficialmente esclarecida e que o caso é tratado com cautela pelas autoridades. As investigações inferem que o crime tenha ocorrido no subsolo do prédio. O corpo teria sido colocado numa caçamba da caminhonete de Cléber e, então, levado para uma área de mata.

Área de mata onde o corpo de Daiane foi encontrado. (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás)

Ainda de acordo com Barbosa, toda a ação teria durado menos de oito minutos, entre a execução do crime e a retirada do corpo do residencial. “A gente vai ter que conviver com isso. E pensar que esse covarde, esse assassino, fez isso por conta de quê? Não tem como acreditar nisso“, lamentou Nilse Alves, mãe da vítima.

Quarenta e três dias esperando um resultado do que aconteceu com ela, e o síndico andando normalmente, aparando grama ali, cuidando da grama, sabendo que a minha filha estava jogada no meio do mato“, desabafou.

Assista à reportagem completa:

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Relembre o caso

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro. Ela foi vista pela última vez por volta das 19h, ao sair do elevador no subsolo do prédio onde morava havia dois anos. Segundo Nilse, Daiane descia para religar a luz de casa, já que os cortes no fornecimento eram recorrentes, apesar de não haver atraso no pagamento da conta.

O assassinato foi o desfecho de conflitos iniciados em 2025. À época, o condomínio enviou uma notificação a Daiane, alegando que o apartamento da corretora estaria sendo utilizado como marcenaria. Em resposta, ela afirmou que o síndico Cléber estaria impedindo seu trabalho como corretora e orientando a portaria a barrar o recebimento de encomendas.

Último registro de Daiane. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Com o passar dos meses, o desentendimento ganhou novos contornos e acabou se transformando em um imbróglio judicial. Áudios e prints de conversas foram anexados ao processo, revelando a tensão crescente entre Daiane e Cleber. O condomínio chegou a cortar o fornecimento de luz e água do apartamento da corretora — medidas que posteriormente foram revertidas pela Justiça. Em agosto, os moradores votaram, em assembleia, pela expulsão de Daiane do prédio.

Daiane negou as acusações e reforçou que estava sendo vítima de perseguição por parte do síndico. Apesar da decisão dos moradores, a expulsão foi suspensa pela Justiça após recurso da corretora. Ela alegou que o condomínio não respeitou o prazo mínimo entre a convocação e a realização da assembleia. O juiz André Igo Mota de Carvalho acolheu o pedido até a análise da versão apresentada pelo condomínio.

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O corpo de Daiane foi encontrado 43 dias depois do sumiço, em estado de ossada, em uma área de mata de Caldas Novas. Após ser preso, Cléber confessou ter matado a corretora. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira também foi detido por suspeita de obstruir a investigação policial. No entanto, Cléber isentou o filho de culpa no crime.

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