A prima de Suzane von Richthofen, Carmem Silvia Magnani, se pronunciou após prestar depoimento à polícia sobre a retirada de pertences da casa de Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro. Em nota enviada à colunista Fábia Oliveira, nesta quinta-feira (12), a empresária afirmou que Suzane teria levado objetos do imóvel do tio “sem qualquer autorização judicial”.
O depoimento de Carmem durou mais de 2 horas na delegacia do bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. A empresária e ex-detenta disputam na Justiça a herança do médico, avaliada em cerca de R$ 5 milhões.
“Na última terça-feira (10), Silvia prestou depoimento na investigação sobre os furtos, saques e invasões à casa de Miguel. Tanto a investigação quanto o processo de inventário seguem sob sigilo, portanto não iremos comentar neste momento”, diz o texto.
A nota acrescentou: “Confiamos nas ações da Polícia Civil de São Paulo e da Justiça para proteger o espólio de Miguel e responsabilizar os envolvidos nos saques dos bens da família”. Carmem, que afirma ter convivido com o médico por mais de 10 anos, destacou que um veículo pertencente ao espólio foi retirado por Suzane sem autorização judicial prévia.

Por fim, a empresária manifestou “grande preocupação diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos”.
“Os fatos reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido por uma pessoa idônea, responsável e comprometida com a legalidade, capaz de proteger o legado de Miguel, resguardar os bens do espólio e preservar a honra da família”, concluiu.
A Justiça nomeou Suzane como a gestora dos bens do médico. Com a decisão, a condenada pelo assassinato do pais passa a ter poder sobre a manutenção dos bens deixados pelo tio, mas não pode vendê-los ou transferi-los sem prévia autorização judicial.
Carmem afirma ter vivido com o médico entre o final de 2011 e o início de 2015. Segundo a decisão, este período “destoa das alegações inicialmente apresentadas” na ação pela herança do médico, na qual ela fala que união estável foi de 14 anos.

O atestado de óbito apontou causa da morte como indeterminada e indicou a necessidade de exames complementares, razão pela qual o caso passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil. Abdalla não deixou pais vivos, irmãos, filhos ou alguém que tenha se relacionado, tampouco um testamento.
Suzane, por sua vez, alega ter “prioridade” por ser parente consanguínea mais próxima do médico. Após o assassinato dos pais, ela também tentou acessar um patrimônio estimado em cerca de R$ 10 milhões deixado pelo casal. O tio foi o responsável por impedir que a sobrinha tivesse acesso aos bens.
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