Segundo acusado de estupro coletivo contra adolescente de 17 anos se entrega no RJ

João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, chegou ao 10ª DP, em Botafogo, acompanhado por seus advogados

O segundo suspeito de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, se entregou na 10ª DP, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (3). Trata-se de João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos.

O segundo suspeito de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, se entregou na 10ª DP, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (3). Trata-se de João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, indiciado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). Ele chegou ao local acompanhado por seus advogados.

Mais cedo, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, também se entregou. Ele compareceu à 12ª DP (Copacabana) conduzido por policiais, usando um boné e com a cabeça baixa.

Assista:

Os outros dois suspeitos também foram indiciados por estupro coletivo qualificado, por a vítima ser menor de idade, e cárcere privado. São eles, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. O quinto suspeito é um adolescente de 17 anos, que atraiu a vítima para o local do ocorrido. Ele é investigado por ato infracional análogo ao crime.

Quem é o segundo suspeito que se entregou?

João Gabriel Xavier Bertho era atleta do Serrano Football Club (Serrano-RJ) e já disputou competições oficiais organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Nesta segunda (2), o clube anunciou o afastamento imediato do jogador em uma nota no Instagram. “Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação”, declarou.

Serrano FC se pronunciou após caso de estupro coletivo no Rio (Foto: Reprodução/Instagram)

Continua depois da Publicidade

Antes de defender o Serrano, João Gabriel também atuou pelo S.C. Humaitá, conforme registro da Liga Niteroiense de Desportos. No perfil do atleta na entidade, ele aparece vinculado ao clube e inscrito na Copa Niterói de Futebol Sub-20/2025. Segundo os dados disponíveis na liga, João Gabriel participou de ao menos seis partidas na competição, entre fevereiro e março de 2025, contra equipes como A.D. Leões do Brasil, Rio Athletic, Grande Rio F.C., Maricaense A.C. e Niterói F.C.

Anteriormente, a defesa de Bertho já havia negado o envolvimento dele na denúncia de estupro. “Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo”, detalhou, em nota ao g1.

“No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”, concluiu a defesa.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo (Foto: Divulgação/Disque Denúncia)

Continua depois da Publicidade

O crime

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos. Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha.

Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

Continua depois da Publicidade

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.

Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

A investigação teve acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. (Foto: Divulgação/ PCERJ)
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques