Três pessoas são indiciadas pela morte de jovem durante salto de rope jump em SP

A Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas

A Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), e indiciou três instrutores por homicídio. A investigação segue em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.

A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta segunda-feira (22) o primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e indiciou três instrutores por homicídio. A jovem morreu no dia 13 de junho após ser lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo

A informação foi confirmada ao UOL pela delegada responsável pelo caso, Andréa Levy. Foram indiciados Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27.

Segundo a investigação, Maria Eduarda caiu de aproximadamente 40 metros de altura na região conhecida como Ponte do Esqueleto. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local. O caso foi registrado inicialmente como homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, quando os policiais chegaram, uma enfermeira tentava reanimar a vítima. Dois homens que se apresentaram como funcionários da empresa responsável pela atividade estavam próximos ao local, mas, segundo o documento, fugiram para uma área de mata enquanto os agentes auxiliavam no resgate.

Continua depois da Publicidade

Um vídeo obtido pela polícia se tornou peça-chave na investigação. Nas imagens, três pessoas aparecem levantando Maria Eduarda antes de lançá-la da ponte. Segundo o registro, não havia qualquer equipamento de segurança preso à jovem no momento do salto.

Testemunhas relataram que a equipe responsável teria esquecido de conectar a corda antes da atividade. Em outro vídeo que circulou nas redes sociais, pessoas que acompanhavam o salto começam a gritar poucos segundos após a queda ao perceberem que a vítima havia sido lançada sem a proteção necessária.

Até o momento, seis pessoas foram presas. Os três instrutores agora indiciados foram detidos em flagrante logo após o acidente. Posteriormente, outras três pessoas foram presas durante a investigação: uma mulher de 29 anos, no Rio de Janeiro, e dois homens, de 25 e 27 anos, em cidades do interior paulista.

Continua depois da Publicidade

A delegada Andréa Levy disse que os três presos mais recentes integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade. A polícia afirma ter identificado o desaparecimento de um equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto. Além disso, conteúdos digitais que poderiam auxiliar no esclarecimento do caso teriam sido apagados após o acidente. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados de prisão.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas momentos antes de queda (Foto: Reprodução/Record TV)

A defesa de Vitor de Freitas Gonçalves afirmou ao UOL que recebeu o indiciamento com estranheza e informou ainda não ter acesso formal aos fundamentos da decisão. “Entretanto, desde já, a defesa registra que não concorda com o enquadramento jurídico, entendimento que será oportunamente enfrentado nos autos, após a análise integral dos elementos constantes da investigação. A defesa seguirá acompanhando o caso e se manifestará no momento processual adequado”, declarou.

Continua depois da Publicidade

A família de Maria Eduarda também se manifestou após o acidente. Em nota divulgada no jornal Gazeta de Limeira e compartilhada pela mãe da jovem, Val Rodrigues, os familiares classificaram o episódio como um crime “inaceitável” e afirmaram sentir “profunda angústia e indignação” diante do ocorrido.

Embora o primeiro inquérito tenha sido concluído, a Polícia Civil informou que um segundo procedimento segue em andamento para apurar a participação e a conduta de outros investigados no caso.

Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias