Turista de 20 anos é assassinado por engano após ser confundido no Guarujá (SP)

Um dos três envolvidos na morte de João Victor continua foragido

A Polícia Civil concluiu que João Victor Brito Rosa, de 20 anos, foi morto por engano. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça na Praia da Enseada, em Guarujá. O caso aconteceu no dia 19 de dezembro de 2024. De acordo com A Tribuna, os agentes confirmaram, nesta quinta-feira (6), que a vítima e a namorada foram confundidos com um outro casal.

O corpo de João foi encontrado na faixa de areia. Os criminosos que o abordaram fugiram de carro. A namorada dele afirmou em depoimento que os dois estavam sentados no local, quando um homem branco, de aproximadamente 1,75m de altura, vestindo uma camisa regata branca e usando óculos escuros, se aproximou.

O suspeito carregava uma sacola, na qual a arma utilizada por ele estava escondida. Ele anunciou o assalto e ordenou que ninguém reagisse. Segundo a namorada, ela ouviu os dois disparos que atingiram João quando se virou para entregar o seu celular, que estava embaixo de sua coxa. Em seguida, ela correu para o meio da praia para tentar pedir ajuda.

Inicialmente, a investigação trabalhava com a possibilidade do casal ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte).  Todavia, foi descoberto que eles foram confundidos pelos criminosos. Eles estavam atrás de outro casal, que também veio de São Paulo para aproveitar a praia em Guarujá, no mesmo dia do crime.

“Tudo leva a crer que o mandante do crime acreditou que sua ex-namorada estivesse nessa praia. Ele desceu junto com o assassino e o motorista do veículo para o Guarujá, onde sua ex-namorada e família tem uma residência. No entanto, o único casal que estava na praia naquele momento era a vítima e sua namorada”, declarou o delegado responsável pelo caso, Thiago Bonametti.

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O delegado revelou que o alvo dos suspeitos era o atual namorado da ex-companheira de Wagner Sebastião Barbosa, apontado como mandante do crime. Ele teria contratado um matador de aluguel, por R$ 30 mil. Os criminosos não conheciam a vítima e que, por ser fisicamente parecido com o alvo verdadeiro, acabou sendo assassinado.

Wagner foi casado por 12 anos com a ex-companheira, juntos eles têm dois filhos. O casal estava separado há três anos. Quando o mandante soube que a ex-mulher havia começado a namorar, contratou o serviço para “dar um fim” no homem.

“O mandante do crime não desceu do veículo para confirmar o alvo e, tanto o assassino quanto o motorista não conheciam a vítima. Além disso, pelo fato de serem fisicamente parecidos (ex-namorada do mandante e namorada da vítima e, João Victor e alvo verdadeiro), o pistoleiro contratado acabou matando o jovem de 20 anos”, explicou o delegado.

Os suspeitos, identificados como Wagner e Eliaquim Ferreira do Nascimento, que teria dirigido o carro, foram presos e indiciados por homicídio qualificado. Já Vanderlei Alves de Oliveira, suspeito de ser o responsável por atirar em João Victor, continua foragido.

O suspeito Vanderlei e o local onde o crime aconteceu. (Foto: Reprodução/ A Tribuna)
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