A advogada Tayane Dalazen voltou a falar sobre o ataque de tubarão que sofreu em Fernando de Noronha e mostrou, pela primeira vez na TV, as marcas deixadas na perna após o incidente. Convidada do programa “Encontro com Patrícia Poeta” desta terça-feira (13), ela relatou o susto vivido durante o mergulho e descreveu a dor sentida no momento da mordida.
“É uma dor muito forte, mas não é paralisante, é adrenalina. Eu estava consciente durante todo o ocorrido”, contou. O ataque aconteceu na última sexta-feira (9), enquanto Tayane fazia um mergulho em apneia no Porto de Santo Antônio, área próxima à Associação Noronhense de Pescadores.
Ela estava acompanhada de um guia local, Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha, e de amigas, quando foi surpreendida por um tubarão-lixa.
Assista (Atenção: Imagens fortes):
Veja momento em que tubarão morde perna de turista em Fernando de Noronha
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Durante a entrevista, Tayane explicou por que retirou a faixa que cobria o ferimento poucos dias após o episódio. “O machucado precisava respirar”, disse. Ela também revelou que os primeiros cuidados foram feitos ainda no local pela amiga Caroline Pereira, dermatologista que participava do passeio. “Ela fez o atendimento inicial e segue acompanhando todo o processo de cicatrização”, acrescentou.
A advogada precisou levar apenas dois pontos, justamente para reduzir o risco de infecção. Segundo ela, a orientação médica foi permitir que a lesão cicatrizasse de dentro para fora, por meio de uma técnica de aproximação das bordas. “A evolução está sendo boa”, garantiu.
Veja como ficou o ferimento:
Turista mostra ferimento após mordida de tubarão em Fernando de Noronha pic.twitter.com/Di2GjvJ8q9
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Tayane reforçou que seguiu todas as recomendações do guia durante o mergulho e afirmou que o animal envolvido tinha entre dois e três metros de comprimento. Especialistas explicam que o tubarão-lixa é considerado uma espécie de comportamento dócil e que registros de ataques a humanos são raros.
O engenheiro de pesca Léo Veras, pesquisador de tubarões na região, comentou o caso no programa e destacou que situações como essa envolvem a convivência entre pessoas e animais em ambiente natural. “São interações que podem gerar incidentes, mas não há culpados. Ela vai carregar essa cicatriz como uma lembrança para o resto da vida”, opinou.
Após o episódio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou ao g1 que intensificou ações educativas, reforçou a fiscalização e ampliou o diálogo com operadores turísticos. O órgão também abriu um procedimento para investigar as circunstâncias do ataque. Saiba detalhes, clicando aqui.
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