Vídeo: Família denuncia que criança com autismo foi agredida por homem em teatro no RJ

Caso aconteceu neste fim de semana no Teatro Clara Nunes

Uma família denunciou um homem que agiu de forma truculenta contra uma criança negra e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante um espetáculo infantil no Teatro Clara Nunes, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O menino de 10 anos estava perto do palco, junto a outras crianças, cantando e brincando com a artista quando foi agredido.

Em entrevista à TV Globo, Bruna Esteves, mãe do garoto, disse que o homem parecia alterado desde o início da apresentação, e já havia reclamado de outras crianças que estavam na frente dele. “Primeiro, ele começou a implicar com outra menina. A mãe dela estava umas três fileiras atrás e chamou a atenção dele“, contou.

Após ver o filho ser incomodado, Bruna reagiu: “Na hora, eu estava três poltronas dele e eu já falei: ‘Não toca nele, que ele é autista’. Ele responde com dois palavrões [questionando]: ‘É autista também?’. Fiquei muito nervosa. Não consegui ter outras reações. As outras mães foram se mobilizando porque viram a agressão. Ele ainda continuou e deu um beliscão. [Meu filho] começou a falar: ‘O tio me beliscou’“, revelou.

Bruno Ricardo de Brito, pai do garoto, também desabafou sobre o ocorrido. “Uma criança indefesa, pelas costas, sendo puxada por um homem. Um sinal grande de covardia“, declarou à emissora. Uma pessoa que estava na plateia registrou o momento em que o homem segura a criança de forma truculenta.

Assista:

Os pais levaram o menino para fazer o corpo delito, mas o sistema do Instituto Médico Legal estava fora do ar e os funcionários pediram que eles voltassem outro dia. Conforme a TV Globo, a família foi ao Hospital do Andaraí, onde o laudo médico apontou “dor a palpação local e leve edema, ausência de edema e sem sinais de fratura“.

O exame de corpo delito só foi realizado nesta segunda (5). O homem foi identificado e será intimidado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea) no domingo (4) como lesão corporal, injúria por preconceito e discriminação de pessoa com deficiência.

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Eu não pretendo me manter dentro de casa presa com meu filho, mesmo depois disso. Por isso, a minha vontade é que isso sirva de exemplo para que as pessoas entendam que a criança dentro do espectro autista, qualquer outro tipo de questão, ela tem que conviver em sociedade“, concluiu Bruna.

Procurado pela TV Globo, o Teatro Clara Nunes afirmou que repudia qualquer forma de violência, preconceito ou discriminação, especialmente contra crianças ou pessoas com deficiência, e que está à disposição das autoridades para ajudar na apuração dos fatos.

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