O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, virou réu por tentativa de feminicídio. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e a denúncia foi acatada pela Justiça potiguar nesta quinta-feira (7). O agressor foi preso por agredir a namorada, Juliana Garcia, com mais de 60 socos dentro de um elevador em um condomínio de Natal.
Segundo o TJ, o processo está em segredo de justiça e “seguirá o trâmite normal, com a citação do acusado para apresentar defesa e posterior designação da audiência de instrução”. No entanto, a TV Globo obteve um vídeo que mostra a audiência de custódia, que aconteceu no dia 27 de julho, um dia após o crime.
O ex-jogador afirmou que ele mesmo pediu para chamar a polícia e uma ambulância após sair do elevador. “Assim que a porta do elevador abriu, que eu me toquei o que tinha acontecido, do surto que eu tive… Às pessoas que estavam em volta, eu pedi para elas chamarem a ambulância na mesma hora, e me entreguei. Sentei na calçada e esperei”, disse ele.
Apesar disso, as investigações apontaram que o porteiro do prédio foi o responsável por telefonar para a polícia após ver as agressões pelas câmeras de segurança e ser alertado por uma moradora. No depoimento, o Igor ainda admitiu o uso de drogas no dia do espancamento. Veja o vídeo abaixo:
O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral fala da agressão após prisão- pic.twitter.com/f1x3RrLS4v
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) August 7, 2025
Entenda o caso
A vítima, Juliana Garcia, foi atacada dentro de um elevador pelo então namorado no dia 26 de julho. O episódio foi registrado por uma câmera de segurança do condomínio, que flagrou o momento em que Igor encurrala Juliana antes de iniciar a série de agressões brutais. De acordo com as investigações, o ataque durou apenas 34 segundos, tempo suficiente para que a vítima recebesse 61 socos na cabeça e no rosto.
As consequências da violência foram graves: Juliana sofreu três fraturas na região do olho direito, uma fratura extensa abaixo do nariz, fraturas menores na maçã do rosto e teve a mandíbula quebrada. A polícia aponta que o ataque foi motivado por uma crise de ciúmes do agressor.

Após ser transferido do centro de triagem onde estava para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, Igor alegou ter sido agredido por agentes penitenciários. Em depoimento na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, onde registrou a ocorrência naquela noite, ele afirmou ter sido “colocado em uma cela isolada, algemado e nu, e agredido com murros, chutes, cotoveladas e spray de pimenta“.
Com a denúncia, a Seap (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que tomou conhecimento das agressões “supostamente cometidas por policiais penais de plantão” e que providências imediatas foram adotadas. Por meio de nota divulgada por sua defesa, o ex-jogador pediu perdão pelo ataque a Juliana e alegou que a agressão ocorreu “em um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional”.

“Reconheço que houve dor, angústia e sofrimento, especialmente para Juliana, sua filha, sua família, bem como para os meus pais e demais entes queridos. Lamento profundamente que minha conduta, influenciada por um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional, tenha contribuído para essa situação. Embora as circunstâncias ainda estejam sendo apuradas, sinto a necessidade sincera de expressar meu pedido de perdão a todos que, de alguma forma, foram afetados”, diz o comunicado enviado à Inter TV pela defesa de Igor.
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