Tony Ramos revela que a primeira conversa sobre sexo foi com a avó, e detalha reação: “Essas coisas marcam”; assista

O ator também falou como a criação matriarcal e a ausência do pai marcaram sua trajetória

Tony Ramos contou que sua primeira conversa sobre sexo foi com a avó, entre 13 e 14 anos. Em entrevista ao O Globo, o ator falou sobre a criação matriarcal, ausência do pai, educação sexual nos anos 50 e o impacto das mulheres em sua visão não machista. Também destacou o respeito em cenas íntimas e o amor por sua esposa, Lidiane Barbosa.

Tony Ramos revelou que sua primeira conversa sobre sexo foi com a avó. Em entrevista a Maria Fortuna, no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do jornal O Globo, o ator se abriu sobre a criação matriarcal e como a ausência do pai marcou sua vida.

O artista de 76 anos disse que a avó, Maria das Dores, a Dodô, falou sobre o assunto quando ele tinha entre 13 e 14 anos. “Fui criado pela minha mãe, minha saudosa avó e sempre conversando sobre vida. Havia ausência do pai. Foi minha avó que falou primeiro de sexo comigo. Me chamou e disse: ‘Filhinho, você anda pensando, assim, não sei, vontade de mulher?“, relembrou.

Na sequência, Tony contou a sua reação e o conselho de um tio. “Arregalei o olho. Essas coisas marcam. Tinha 13, 14 anos. Ela continuou: ‘Isso é normal, se você sentir vontade, quando um dos seus tios chegarem, conversam com você’. Talvez, só quisesse dizer alguma coisa sobre, enfim, um lugar onde houvesse profissionais, sei lá… Depois um dos tios disse: ‘Sua avó andou falando comigo, mas não tá na hora, relaxa, quando for, eu te aviso“, detalhou.

O ator, entretanto, explicou que a educação sexual só veio através da própria experiência. “Só a vida mesmo. Era uma época de tabus. Estamos falando aí dos anos 1950/1960“, afirmou.

Tony Ramos falou sobre a criação matriarcal e a ausência do pai. (Foto: Reprodução/Globo)

Tony também afirmou que as mulheres lhe deram um olhar mais amplo e “não mesquinhamente machista” na sociedade. “Sei o que sou: macho, do gênero masculino. Macho, mas ‘chista’ não. Nunca tive essa coisa da posse. Olhando nos seus olhos, te digo: nunca me corrigiram nesse sentido. Minha filha, minha companheira de mais de 50 anos (Lidiane Barbosa)… Se não, não teria durado tanto. Até pelo espírito libertário dela“, refletiu.

Muita coisa devo, sim, a um olhar maior e não mesquinhamente machista sobre o papel de cada um de nós na sociedade. Vi minha mãe trabalhar em três lugares como professora, tinha uma avô viúva, que cuidava da casa. A vida foi essa e nunca tive problemas por causa disso. Mesmo sem ter o pai, até minha mãe casar de novo“, pontuou.

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O artista comentou como a ausência do pai biológico moldou sua trajetória. “Não diria abandono, é um pouco forte. […] Me marcou a partir do momento em que fui descobrindo a vida. Algumas perguntas, até sobre sexo mesmo, a gente fica mais confortável ao fazer para um homem, no caso, o pai, na hora do jantar… Perguntas que fiz depois para tios, amigos, colegas. Mas tive o olhar dessas duas mulheres com muito vigor e amor“, disse.

Por fim, Tony comentou sobre o respeito que impõe em seu trabalho, especialmente em cenas de beijo ou sexo. “Sempre pergunto à colega: “Como quer? Te abraço por aqui? Onde não quer que eu te toque?’. Pode perguntar para qualquer uma. Claro que tem que fazer uma coreografia convincente da paixão dos dois, mas que não fira nenhuma suscetibilidade. Isso é respeito básico. Beijar como beijo a minha mulher, nunca beijei ninguém. Nasci para essa companheira, e ela para mim. Tenho confiança absoluta no grande amor que nos une“, concluiu.

Assista à entrevista completa:

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