Coronavírus: Mulher que divulgou vídeo fake de caixão com pedra é encontrada pela polícia e faz nova gravação se desculpando: ‘Estou arrependida’ – Assista

Durante a última semana, viralizou nas redes, o vídeo de uma mulher contando que pedras e madeira teriam sido encontradas dentro de caixões de supostas vítimas do coronavírus, enterrados em cemitérios municipais de Belo Horizonte (MG). Segundo o G1, Valdete Zanco, responsável por disseminar a notícia falsa, se apresentou à Delegacia de Jacutinga na última segunda-feira (4).

Em nota, Alexsander Pereira, advogado de Zanco, disse que a gravação foi enviada em um grupo de família da cliente, no WhatsApp, e pontuou que a forma como se propagou ainda é desconhecida. Nela, ouvimos a mulher falando: “Mandaram arrancar todos os caixões para poder fazer o exame [nos mortos] e ver se era coronavírus mesmo. Sabe o que tinha dentro do caixão? Pedra e madeira. Um monte de caixão cheio de pedra e madeira”. Sem mencionar nomes, ela ainda criticou o prefeito da cidade, Alexandre Kalil.

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O profissional explicou também que Valdete teria lido sobre o assunto no Facebook e que, no mesmo dia, fora informada sobre os caixões com pedras e pedaços de pau por uma cliente da loja em que trabalha. Confira o vídeo abaixo:

Tanto a Polícia Civil quanto a prefeitura de Belo Horizonte afirmam que o conteúdo do vídeo é falso. De acordo com informações do UOL, a autora do vídeo pode ser condenada a até nove anos de prisão por denunciação caluniosa, difamação contra autoridade pública e propagação de tumulto ou pânico, mais multa estipulada pelo poder judiciário.

“Já foi feito contato com a prefeitura e essa denúncia não tem nenhum lastro probatório. Primeiro que ela fala de exumação, o que caso fosse realizado dependeria do IML do setor de perícias da Polícia Civil. Então essa notícia que ela traz é patentemente inverídica, irresponsável e criminosa. É preciso que a população se conscientize de que as atitudes no mundo virtual têm consequências no mundo real”, disse o delegado-geral Wagner Sales, em coletiva de imprensa nessa terça (5).

O advogado de Zanco acrescentou que a cliente está muito abalada com o ocorrido. “Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu”, comunicou.

Em um segundo vídeo, compartilhado pela Rádio Itatiaia, Valdete se desculpou pessoalmente. “Quero agradecer a Polícia Civil que veio até aqui e deu espaço para me esclarecer. Quero pedir perdão para o prefeito de BH, para o governador, para o Estado de Minas Gerais e para as famílias que se sentiram entristecidas por aquilo. Não era minha intenção, não propaguei [o vídeo]. Estou arrependida, muito triste, sofri muito com tudo isso que aconteceu e estou aqui para pedir desculpas”, declarou.

Confira a nota do advogado na íntegra:

“Venho à público esclarecer a respeito do vídeo gravado pela minha cliente Valdete Zanco e que repercute nas redes sociais. Ela havia visto na rede social denominada Facebook um fato ocorrido no Município de Belo Horizonte/MG, do qual caixões haviam sido desenterrados e localizado em seu interior, pedras e pedaços de madeira. Na data da gravação, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade.

Quero deixar claro que o vídeo foi postado unicamente em um grupo de WhatsApp de família, tanto que início o vídeo chama a atenção de um certo Hernandes, sendo este irmão da minha cliente. Com o vazamento do vídeo do grupo de família, ele chegou a ser compartilhado em um canal de Youtube, colaborando assim pela propagação. Desconhecemos a forma como o vídeo ganhou notoriedade nas redes sociais e nos demais veículos de comunicação.

Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu . Gostaria ainda de frisar que minha cliente já se apresentou na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Jacutinga/MG na data de 04/05/2020, onde fora lavrada a ocorrência, e deixado registrado o incidente, contribuindo com a justiça e para que essa seja promovida.

Me coloco à disposição, Dr. Alexsander Riberio – OAB/SP 343.210.”