Um ensaio fotográfico realizado na Índia gerou repercussão internacional e passou a ser investigado após imagens de um elefante pintado de rosa viralizarem nas redes sociais. O caso aconteceu em Jaipur, no estado de Rajasthan, e mobilizou autoridades ambientais após críticas de ativistas de direitos dos animais.
As fotos foram feitas pela fotógrafa russa Julia Buruleva, radicada em Barcelona, e mostram uma mulher — também coberta por tinta rosa — posando sobre o animal em um templo hindu abandonado. Publicadas inicialmente em dezembro de 2025, as imagens ganharam grande alcance recentemente, provocando indignação online.
Diante da repercussão, autoridades florestais da Índia abriram uma investigação para apurar possíveis irregularidades. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o objetivo é verificar se houve autorização para o ensaio e se normas de bem-estar animal foram respeitadas.
Em entrevista ao jornal The Independent, Julia Buruleva negou qualquer tipo de dano ao animal. “Nenhum mal foi causado ao elefante em momento algum”, afirmou. A fotógrafa explicou que a tinta utilizada era natural, não tóxica e aplicada por um curto período. “Foi facilmente removida e toda a sessão foi breve, sob supervisão do tratador responsável”, disse.
Ela também alegou que o elefante aparentava estar tranquilo durante o ensaio. “Ele parecia calmo, relaxado e responsivo”, afirmou, acrescentando que o projeto tinha caráter artístico e buscava retratar realidades locais, não promovê-las.
Veja trechos do ensaio:
🚨Jaipur: Russian photographer Julia Buruleva is facing backlash after an elephant was painted pink for a photoshoot in Rajasthan. 🐘🌸
Animal rights activists have raised concerns over the use of chemicals on the animal for aesthetic purposes. #Jaipur #AnimalRights #India… pic.twitter.com/LCjxr9mYhn— Migrant (@ShaanUnfiltered) March 31, 2026
Apesar da justificativa, a reação do público foi majoritariamente negativa. Em muitos comentários nas redes sociais, usuários criticaram a prática, citando abuso animal e irresponsabilidade.
A fotógrafa respondeu às críticas destacando que a pintura de elefantes faz parte de tradições culturais da região. “Em Jaipur, eles estão presentes em cerimônias e decorações. Eu vi elefantes pintados todos os dias”, disse. Ainda assim, ela reconheceu a sensibilidade do tema: “É importante diferenciar situações em que há dano real daquelas baseadas em suposições”.
O animal, chamado Chanchal, tinha 65 anos na época do ensaio e, segundo o proprietário Shadik Khan, não era mais utilizado para passeios. Ele informou ao jornal The New Indian Express que a pintura foi feita com “kaccha gulal”, um pó natural facilmente removido, e que a sessão durou cerca de dez minutos.
Chanchal morreu em fevereiro deste ano, de causas naturais, segundo o dono. A fotógrafa contou ter sido informada sobre a morte e reforçou que não houve relação com o ensaio.
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