Homem sente dor no peito e se choca ao descobrir diagnóstico inesperado após quase uma década

Paciente passou quase uma década com faca no corpo sem apresentar sintomas

Um homem de 44 anos descobriu viver há oito anos com uma faca alojada no peito, sem saber. O caso, ocorrido na Tanzânia, foi divulgado no Journal of Surgical Case Reports. A lâmina foi identificada após ele procurar atendimento por secreção com mau cheiro. O objeto não atingiu órgãos vitais e foi retirado com sucesso.

Um caso publicado no Journal of Surgical Case Reports ganhou destaque nesta quinta-feira (14) por seu caráter inusitado — e até chocante. Segundo a publicação, um homem de 44 anos descobriu, durante atendimento médico, que viveu por oito anos com uma faca alojada no peito, sem saber disso.

A revelação ocorreu após o paciente procurar ajuda em um hospital na Tanzânia, ao perceber que uma secreção com mau cheiro começou a sair de uma região logo abaixo do mamilo direito.

O detalhe mais surpreendente é que, durante todos esses anos, ele não apresentou qualquer sintoma: nada de dor no peito, falta de ar, tosse ou febre. Seus sinais vitais também estavam normais.

Intrigados, os médicos investigaram a secreção e a região afetada. Durante as conversas, o homem lembrou que, quase uma década antes, havia se envolvido em uma briga na qual sofreu cortes no rosto, costas, tórax e abdômen, precisando levar pontos. Na época, não realizou exames de imagem, já que não havia suspeita de que algum objeto tivesse permanecido em seu corpo.

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O choque veio com um exame de raio-X, que revelou uma lâmina alojada no lado direito do tórax, próxima à escápula. Apesar do tamanho, o objeto cortante não atingiu órgãos vitais. De acordo com os médicos, o acúmulo de pus foi consequência da presença do corpo estranho e do dano ao tecido ao redor.

Exames revelaram uma lâmina alojada no lado direito do tórax. (Foto: Reprodução/Journal of Surgical Case Reports)

O paciente foi submetido a uma cirurgia para remover a faca e drenar o pus. Ele passou um dia na UTI e outros dez dias internado para observação. A recuperação foi positiva, sem registros de novas complicações.

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