Mulher de policial que sufocou George Floyd pede divórcio e manda recado para família da vítima; confira

Nos últimos dias, a morte de George Floyd tem sido estopim para uma série de protestos pelos Estados Unidos. Agora, neste sábado (30), o Dailymail revelou que a esposa de Derek Chauvin – policial preso pelo homicídio do homem preto de 46 anos – entrou com o pedido de divórcio. Segundo seus advogados, ela está muito abalada pela atitude do marido.

De acordo com o site, Kellie Chauvin quer dissolver o casamento assim que possível. “Ela está devastada pela morte do senhor Floyd”, disse um comunicado. A mulher, que já carregou o título de Mrs. Minnesota, também manifestou suas condolências à família de Floyd. “A máxima solidariedade à família dele, seus entes queridos e a todos que estão em luto”, continuou a nota.

O texto prossegue dizendo que Kellie não teve nenhum filho com o policial, mas pediu por segurança e privacidade a ela e a todos familiares. Entretanto, o comunicado não deixou claro há quanto tempo ela e Derek estão casados. No mais, sua nota endossou o desejo de conseguir o divórcio. “Ela já entrou com o pedido de dissolução do casamento”, afirmou a carta.

Na terça-feira (26), quatro policiais de Minneapolis, nos Estados Unidos, foram demitidos, após o vídeo do caso viralizar na web e causar protestos. Na gravação, Derek Chauvin se ajoelhava no pescoço de George Floyd, que estava algemado e chorava, afirmando que não conseguia respirar. Ao redor, a aglomeração de pessoas pedia para o policial parar, mas ele não cedeu e ficou ajoelhado por cinco minutos. Mais tarde, Floyd morreu asfixiado.

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Uma situação revoltante, de dar nó no estômago… Nesta terça (26), quatro policiais de Minneapolis, nos Estados Unidos, foram demitidos, após um vídeo viralizar na web e causar protestos. Na gravação, um deles se ajoelhava no pescoço de um homem preto, chamado George Floyd, que estava algemado e chorava, afirmando que não conseguia respirar. Ao redor, a aglomeração de pessoas pedia para o policial parar, mas ele não cedeu e ficou ajoelhado por cinco minutos. Mais tarde, Floyd morreu asfixiado. Os policiais envolvidos no caso não tiveram os nomes divulgados, mas o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou hoje que eles tinham sido demitidos. “É a decisão certa para a nossa cidade, para a nossa comunidade”, afirmou. E acrescentou: “Ser negro nos Estados Unidos não deveria ser uma sentença de morte”. O Departamento de Polícia de Minneapolis disse originalmente que Floyd, parado na noite de segunda, tinha “fisicamente resistido aos policiais”, ao ser preso por um crime de falsificação. No entanto, mais tarde, ficou comprovado que o comunicado não condizia com a realidade. O caso está sendo investigado pelo FBI. Em testemunho para a CBS, o chefe de Floyd, Jovanni Thunstrom, o definiu como “o tipo de cara que ajudava todo mundo. Ele não discriminava, ele tratava todo mundo com respeito”. No local onde Floyd morreu, cidadãos de Minneapolis estão colocando flores e cartazes. “Parem de matar pretos”, escreveram. Também está sendo feita uma campanha para que, além de demitidos, os policiais sejam presos e julgados por assassinato. (📷: Reprodução) #JusticeForFloyd #SayHisName

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Após a demissão, Derek Chauvin também foi detido e acusado de homicídio. Os outros três policiais ainda não foram indiciados por nenhum delito. Contudo, o caso todo acendeu a chama para uma onda de protestos pelos Estados Unidos. Em Minneapolis, incêndios tomaram conta das ruas. As manifestações do movimento “Black Live Matters” (Vidas Negras Importam) também levaram milhares de pessoas a protestar contra o racismo estrutural e a morte de pessoas pretas.

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A indignação e revolta pela morte de George Floyd causaram diversos protestos em Minneapolis. Floyd, um homem preto de 46 anos, que veio a óbito após ser detido e asfixiado por um policial que se ajoelhou em seu pescoço por cinco minutos, foi o estopim para que centenas de manifestantes tomassem as ruas da cidade. Como resposta, a polícia usou gás lacrimogêneo e disparou balas de borracha contra a multidão. De acordo com o The Washington Post, a situação escalou e os protestos, até então pacíficos, se transformaram em incêndios em prédios e saques às lojas, na noite de quarta (27) e início desta quinta (28). “Se você está sentindo essa tristeza e essa raiva, não é apenas compreensível, é certo. É um reflexo da verdade que nossa comunidade negra vivenciou”, disse o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, hoje. Segundo ele, a raiva não vem de “cinco minutos de horror, mas de 400 anos”, referindo-se ao racismo presente em Minneapolis. No entanto, ele também pediu por paz: “Por favor, Minneapolis, nós não podemos deixar a tragédia gerar mais tragédia”. Entre os desdobramentos da situação, o Departamento de Justiça e o FBI prometeram fazer uma “investigação criminal robusta” no caso da morte de Floyd. Além disso, em entrevista à CNN, a família da vítima garantiu que irá buscar uma autópsia independente de seu corpo, porque não confia na polícia. Os protestos não estão ocorrendo apenas na cidade de Floyd; também houve manifestações em Memphis, onde a população gritava “sem justiça, sem paz”, e em Los Angeles, onde os protestantes bloquearam uma via expressa. A comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, pediu que os EUA tomem “medidas sérias” para fazer justiça no caso. "Este é o último de uma longa série de assassinatos de afroamericanos desarmados por policiais e pessoas armadas”, disse em comunicado. (📷: Reprodução/FOX/The Washington Post) #justiceforfloyd #sayhisname

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O episódio doloroso e revoltante também fez com que muitos astros se posicionassem – como fizeram Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga. Estrelas como Ariana Grande e Halsey também foram às ruas para protestar. Confira:

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Lady Gaga também manifestou sua revolta após o assassinato brutal de George Floyd. "Estou indignada pela morte de George Floyd como sempre estive pelo assassinato exponencial de pessoas negras, que acontece há centenas de anos nesse país, como resultado de um racismo sistêmico e um sistema corrupto que o apoia", escreveu. A cantora ainda criticou as falhas do presidente Donald Trump, afirmando que ele não oferece "nada além de ignorância e preconceito", e que tem grande responsabilidade por essa situação. "Nós sabemos que Trump é idiota e racista desde que assumiu o cargo. Ele está alimentando um sistema que é enraizado pelo racismo e atitudes racistas, e todos nós podemos ver o que está acontecendo. É tempo de mudança", disse ela. (📸: Getty/Reprodução/Instagram)

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