BBB20: Alvo de mensagens de ódio, Victor Hugo faz desabafo emocionante e pede: “Podem me dar uma segunda chance?”; Confira

Desde que foi eliminado no sétimo paredão do “BBB 20”, Victor Hugo tem recebido muitas ofensas e mensagens de ódio na internet. A fim de colocar um ponto final nesta história, o maranhense fez um longo desabafo em suas redes sociais. No texto, ele comparou os acontecimentos ao longo de seus 25 anos de sua vida, com os 50 dias vividos dentro do reality.

“Durante 9131 dias da minha vida eu: fui ótimo filho, me esforcei muito para ter todas as notas máximas no meu mestrado na USP, ganhei prêmio de segundo melhor trabalho sobre estresse num congresso internacional, construí igreja, compus 111 músicas, montei grupos e quartetos musicais, ajudei refugiados, dediquei 2 anos como missionário, organizei feiras de saúde pra comunidade sem cobrar nada, virei noites acolhendo amigos, trabalhei como segurança, locutor de rádio, professor, quase me tornei pastor, fiz curtas-metragens, escrevi capítulo de livro sobre voluntariado, fiz pesquisa em universidade estrangeira, alfabetizei crianças, organizei campanhas pra conseguir alimentos e roupas, fiz 2 faculdades e 1 pós enquanto trabalhava produzindo musicais no teatro”, começou.

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Ele seguiu mencionando mais conquistas pessoais: “Gravei DVD, fiz caravana científica, fui missionário na Bolívia, Chile, EUA e Austrália, desenvolvi app de apoio aos assexuais, dei muito atendimento psicológico a moradores de rua de graça, já morei só, na favela, tive dias que eu não tinha o que comer, já dormi na praça, já me apaixonei, vi minha mãe vencer um câncer horrível, dirigi reality show, escrevi série e novela, nenhuma multa de trânsito, planejo uma adoção solo desde meus 23 anos, fiz ‘eurotrip’ em família pra realizar o sonho da minha mãe”.

Victor mostrou a disparidade entre a própria percepção sobre sua trajetória no programa, e dos haters. “Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo os 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ido mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que melhor. Fiz amizades incríveis. Como me julgam em 50 dias: falso pra c*ralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive numa realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos”, lamentou.

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9131 dias (25 anos) x 50 dias (#BBB20) – parte 1 de 2 Durante 9131 dias da minha vida eu: fui ótimo filho, nunca dei trabalho pros meus pais, me esforcei muito para ter todas as notas máximas no meu mestrado na USP, ganhei prêmio de segundo melhor trabalho sobre estresse num congresso internacional, escalei vulcão, construí igreja, compus 111 músicas, montei grupos e quartetos musicais, ajudei refugiados, dediquei 2 anos da minha vida como missionário, organizei feiras de saúde pra comunidade sem cobrar nada, virei noites acolhendo amigos, sobrevivi a uma pane elétrica num avião, trabalhei como segurança, como locutor de rádio, como professor, quase me tornei pastor, fiz curtas-metragens, já escrevi capítulo de livro sobre voluntariado, fui presidente de grêmio, fiz pesquisa em universidade estrangeira, alfabetizei crianças, organizei campanhas pra conseguir alimentos e roupas, fiz 2 faculdades e 1 pós enquanto trabalhava produzindo musicais no teatro, gravei DVD, fiz caravana científica, fui missionário na Bolívia, Chile, EUA e Austrália, desenvolvi app de apoio aos assexuais, dei muito atendimento psicológico a moradores de rua de graça, já morei só, na favela, quartinho de quintal, já tive dias que eu não tinha o que comer, já dormi na praça, já me apaixonei, já fiz promessas e cumpri, vi minha mãe vencer um câncer horrível, dirigi reality show, escrevi série e novela, a única vez que fui pra diretoria foi pq minha novelinha que eu distribuía num portfólio por toda a escola foi censurada, nenhuma multa de trânsito, planejo uma adoção solo desde meus 23 anos, fiz eurotrip em família pra realizar o sonho da minha mãe… Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ir mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que fazendo melhor, fiz amizades incríveis. Como me julgam por 50 dias: falso pra caralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive numa realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos…

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O psicólogo finalizou pedindo por mais uma chance e agradecendo as amigas de confinamento, Gizelly Bicalho e Marcella McGowan, por o defenderem na web. “Vocês poderiam me dar uma segunda chance? Obs: Obrigado @gizellybicalho e @marcelamcgowan por terem me dado essa segunda chance e pelo que estão fazendo por mim!
E obrigado também ao meu pequeno, porém fiel fandom (os invictors). Isso está me devolvendo minha autoestima. Externalizar salva! Quero viver feliz e quem quer também cola junto que é sucesso!”, concluiu.

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CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR: Os que se propõem a me conhecer melhor: Meu Deus! Eu te via completamente diferente. Você ainda vai dar a volta por cima. Você é criativo e divertido, uma pessoa especial. #resiliência #otimismo #pensamentopositivosempre #amizade #bullying #rotulos #linchamento #jogoacabou #lgbtqia Vocês poderiam me dar uma segunda chance? Obs: Obrigado @gizellybicalho e @marcelamcgowan por terem me dado essa segunda chance e pelo que estão fazendo por mim!!! Obrigado também aos furacões e aos unicórnios. E obrigado também ao meu pequeno porém fiel fandom (os invictors) ❤️ Isso está me devolvendo minha autoestima. Externalizar salva! Quero viver feliz e quem quer tbm cola junto que é sucesso!! Boraaaaa! ??

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Na última sexta (1), a advogada participou de uma live com o influenciador Lucas Guimarães, e se mostrou chateada com a situação de Victor. “Tem uma pessoa que está sofrendo muito, estou muito preocupada com ela. É o Victor Hugo. Ele não pode sair na rua. Ele está sendo praticamente sendo linchado. Gente, todo mundo erra e tem direito a uma segunda chance. E os erros do Victor foram muito menores do que de muita gente lá dentro”, analisou.

A capixaba ainda repreendeu o comportamento dos haters e almejou por mais compaixão. “Ele está sendo excluído por tudo e por todos. Ele só tem o pai e a mãe. Todos os amigos viraram as costas, a igreja virou as costas, ele não pode sair na rua, porque as pessoas gritam com ele, e isso é muito triste. Vamos parar um pouquinho, gente, as pessoas têm coração! Aquilo foi um jogo!”, reforçou ela.

Mais tarde, no mesmo dia, foi a vez de Marcela se pronunciar. A médica disse que as pessoas estavam mais intensas por conta da quarentena e que ela, Gizelly e Victor refletiram juntos sobre a cultura do cancelamento. A sister se mostrou aberta aos comentários construtivos, reafirmando que tem revisto suas atitudes dentro da casa, mas que existia uma diferença grande entre críticas e linchamento virtual.

“Aqui fora é uma vida real e a gente só pode querer o crescimento dos outros, nunca o mal. Qualquer diferença que a gente tenha tido lá dentro da casa, com exceção de grandes conflitos, todas as outras coisas são passíveis de serem resolvidas aqui fora. Tudo é diferente sem o peso do jogo e o Victor com certeza não fez nada absurdo para merecer nada disso, a gente deveria ter mais amor no nosso coração. Se você não se identifica com alguém e não tem nada de bom para oferecer para essa pessoa, não tem nem sentido seguir essa pessoa. Você está fazendo mal para você e para ela”, refletiu. Veja o desabafo na íntegra abaixo: