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Exclusivo: Brad Pitt revela troca de favores com Bullock e conta como conseguiu participações incríveis no aguardado “Trem-Bala”; assista

Uma adaptação do livro homônimo do japonês Kotaro Isaka, “Trem-Bala” acompanha um grupo de assassinos de aluguel que embarca num mesmo trem, sem saber que as missões que os levaram até ali estão interligadas

Energia caótica e Brad Pitt? Temos! “Trem-Bala“, superprodução recheada de ação dirigida por David Leitch, estreia nesta quinta (3), nos cinemas, e Hugo Gloss conversou com o astro Brad Pitt, bem como os colegas de elenco Aaron Taylor Johnson e Brian Tyree Henry, sobre o projeto pra lá de eletrizante. Além de falar sobre os bastidores do filme, Pitt contou mais sobre a parceria com a amiga de longa data, Sandra Bullock, e revelou como conseguiu tantas participações incríveis para a produção.

Uma adaptação do livro homônimo do japonês Kotaro Isaka, “Trem-Bala” acompanha um grupo de assassinos de aluguel que embarca num mesmo trem, sem saber que as missões que os levaram até ali estão interligadas. De certa forma, cada um deles está no caminho do outro e a trama então se torna uma comédia de ação ultraviolenta, com a energia caótica que só um elenco como esse e um diretor como Leitch poderiam trazer à vida.

Troca de ‘favores’ com Sandra Bullock

Aos olhos de Pitt, Bullock era a parceira perfeita para o desafio, especialmente devido à amizade antiga dos dois, que deu espaço para uma química inigualável. “A Sandy é uma amiga antiga. Ela é alguém com quem eu posso contar para qualquer coisa e pedir favores ao longo dos anos, e olha que eu fiz isso muitas e muitas vezes, e ela sempre esteve lá para mim”, confessou o ganhador do Oscar.

Na trama, ela interpreta Maria Beetle, a chefona que envia o personagem de Pitt, Ladybug, em uma “missão suicida”. Ela aparece constantemente em um fone no ouvido do assassino e, segundo Brad, a intimidade da amizade na vida real foi essencial para que a parceria “de mentirinha” funcionasse.

“O timing foi perfeito, ela foi a melhor pessoa para se ter ali, falando no meu ouvido. Esse é um tipo de relação que, na verdade, é muito íntima. Isso funcionou super bem e ela estava gravando outro filme, no qual eu também pude participar um pouco”, afirmou, se referindo a “Cidade Perdida”, estrelado por Bullock e Channing Tatum. A receita foi tão boa que Brad prometeu a Gloss mais “collabs” com a atriz. “Acho que vamos continuar fazendo isso”, pontuou ele.

Brad Pitt e Sandra Bullock em “Trem-Bala”. (Foto: Reprodução/Sony Pictures)

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Trabalho com Joey King e participações especiais

Mas nem só de Bullock e Pitt se faz um “Trem-Bala”! O elenco pra lá de estrelado contou com outros nomes de Hollywood, como Johnson, Henry, Logan Lerman e, enfim, Joey King. A atriz, a mais jovem do grupo, impressionou Pitt com seu talento, carisma e a personalidade descontraída. “Ela é absurda. Acho que ela só tinha 21 anos quando estávamos filmando?! Algo assim. Ela é absurdamente boa. Eu acho que nós somos afiados, todos os que estão aqui nessa entrevista, mas ela é a mais afiada de todos. Ela é muito rápida”, elogiou o loiro.

Para Brian, o talento da jovem foi necessário para trazer profundidade à trama. “Ela é brilhante, é alguém que tem muitas camadas e trouxe muitas camadas para a personagem (Prince). Em tese, não é para a gente gostar dela nesse filme, mas eu fiquei tipo: ‘Irado, ela vai matar esse monte de gente!’. E aí, tem um detalhe, quando cortam a cena, ela é super brincalhona! Ela é simplesmente muito divertida e iluminada. Ela traz luz e alegria para o set. Nós a amamos muito”, se derreteu o ator.

Joey King como “Prince”, em “Trem-Bala”. (Foto: Reprodução/Sony Pictures)

Outro ponto alto do longa são as participações especiais, como o cantor porto-riquenho Bad Bunny e a atriz Karen Fukuhara, estrela de “The Boys”, além de uma série de outros famosos (sem spoilers por aqui, hein?!). Brad admitiu que chegou a recorrer à sua lista de contatos pessoais para trazer alguns dos convidados especiais para o projeto, mas que também teve dedo do diretor na história. “Alguns são amigos do Leitch, outros são meus amigos, outros são pessoas da vida do Leitch. Todos sabiam onde estavam se metendo e embarcaram nessa jornada por diversão”, explicou.

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Coreografia intensa

Para os fãs de filmes de ação, o envolvimento de Leitch na produção é, de fato, a cereja do bolo. Antes de se tornar cineasta, ele foi coordenador de coreografias e dublê com um currículo de peso, incluindo desde “Blade” e “Matrix” à “Anjos da Noite” e, também, a franquia Bourne.

A experiência do diretor foi indispensável para Aaron Taylor Johnson, que interpreta “Tangerine”. Responsável pelas cenas de luta mais intensas da história, o ator confessou que amou o projeto, pois se divertiu não só com o lado físico do papel, mas também com o roteiro hilário. “As sequências de ação desse filme eram brilhantes, nós nos apoiamos muito no David Leitch e em todo o conhecimento que ele tem nessa área. Tínhamos referências de Buster Keaton e Jackie Chan em termos de elementos de ação e comédia, isso foi incrível”, contou Aaron.

Para ele, a melhor parte, no entanto, foi a irmandade que construiu com Lemon, o personagem de Henry. “Eu amei ficar de igual para igual com o Brian. Ele trazia muita dinâmica para as cenas e os nossos diálogos tinham muito “bate e volta”, isso levava tudo para um lugar super diferente, porque a comédia não é exatamente a minha zona de conforto. Então, acho que contei muito com o Brian, porque ele é o gênio por trás de todo o humor”, elogiou.

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‘Lemon’ fez sua limonada

Se Leitch foi a cereja, Brian Tyree Henry com certeza é a limonada! Para se tornar o “par perfeito” para Johnson e conquistar o público, o ator adicionou um “ingrediente secreto” à “Lemon”: sua própria personalidade. “Ele me soa muito parecido com o próprio Brian Tyree Henry. É super verdade”, afirmou o astro, aos risos, para Hugo Gloss.

Seu intuito com a “pitada de Brian” foi fazer com que o público olhasse para além da violência do personagem. “Eu acho que a melhor parte do ‘Lemon’ é o coração dele. Sim, ele faz parte de uma dupla de sociopatas. Sim, ele está nesse trem logo após sequestrar alguém. Sim, ele usa adesivos do trem para escolher quem serão seus próximos alvos. Mas eu queria muito que houvesse um carinho genuíno do público por ele e pelo Tangerine (Johnson). Eu queria que as pessoas pudessem vê-los como irmãos de verdade, queria que as pessoas realmente ficassem preocupadas sobre o que aconteceria se eles se separassem e torcessem para que eles ficassem juntos de novo”, explicou.

Tão logo Hugo Gloss mostrou seu apreço pelo personagem, Henry vibrou com a repercussão positiva. “Eu fico muito feliz de saber que estamos tendo esse efeito e que as pessoas estão sendo impactadas pelo Lemon, porque eu me diverti muito interpretando-o. Ele tem uma energia muito jovem, ele é muito divertido, ele é uma mosca na sopa das pessoas, ele incomoda. E ele se importa muito com o irmão e com as missões deles. No fim, a gente quer vê-lo vencendo, é sobre isso”, declarou.

“Estamos ansiosos pelo ‘Lemonade’ dele”, afirmou Hugo, em referência ao álbum de Beyoncé e ao nome do personagem, arrancando risos do trio. “Fala pra Beyoncé que precisamos fazer uma ‘collab’!”, exclamou Brian, com um baita sorrisão.

Assista ao papo na íntegra abaixo:

Deu pra ver que promete muito, viu? Sob direção de David Leitch (“Deadpool 2”, “John Wick”, “Hobbs & Shaw”) e com roteiro de Zak Olkewicz (“Rua do Medo – 1978”), “Trem-Bala” estreia dia 4 de agosto nos cinemas de todo o Brasil. Veja o trailer abaixo:

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